
Uma prática curiosa vem ganhando espaço na Coreia do Sul: o "Pet Tarot", modalidade em que tutores procuram tarólogos para tentar compreender o comportamento, o humor e as reações de seus animais de estimação.
As consultas costumam abordar situações como ansiedade, medo, apego excessivo e mudanças de comportamento, principalmente entre cães.
A tendência surgiu como um novo nicho dentro das tradicionais casas de leitura de cartas do país, impulsionada pelo crescimento do mercado pet e pelo interesse cada vez maior dos tutores em entender seus animais.
O tarô se tornou especialmente popular entre millennials e integrantes da Geração Z sul-coreana nos últimos 15 anos, principalmente em bairros como Hongdae, Gangnam e regiões universitárias de Seul.
Segundo dados da plataforma Naver, existem cerca de 15.853 estabelecimentos dedicados à leitura de tarô e ao saju — método tradicional coreano de interpretação do destino baseado no calendário lunar.
Somente nos arredores da estação Nonhyeon, em Gangnam, há 285 casas de leitura em um raio de aproximadamente 2,5 quilômetros.
As sessões costumam durar entre 20 e 40 minutos e custam de 20 mil a 50 mil wons, o equivalente a aproximadamente US$ 15 a US$ 40.
O crescimento do "Pet Tarot" tem chamado atenção nas redes sociais e reforça a diversidade de serviços voltados ao mercado pet na Coreia do Sul, onde os animais de estimação ocupam um espaço cada vez mais importante na rotina das famílias.

