Uma Ferrari elétrica foi vendida por US$ 40 milhões, o equivalente a cerca de R$ 207 milhões, em um leilão realizado no último sábado (15). O comprador foi um optometrista americano de 87 anos que se tornou bilionário e é conhecido por seu trabalho como filantropo.
O modelo é uma Ferrari Luce feita sob medida, primeiro carro totalmente elétrico produzido pela tradicional fabricante italiana de veículos de luxo.
O valor pago pelo veículo chamou atenção não apenas pela cifra milionária, mas também porque a Luce divide opiniões entre fãs da marca. Parte dos chamados "puristas" da Ferrari criticou o visual do modelo desde sua apresentação, em maio.

Ferrari elétrica dividiu opiniões
Com teto de vidro e design minimalista, a Luce foi considerada por críticos e até ex-dirigentes da Ferrari como distante da identidade tradicional da fabricante.
O projeto tem participação de Jony Ive, ex-designer da Apple, e chegou a ser comparado a um celular ou a um crossover por causa das linhas mais limpas e da ausência da agressividade visual associada aos modelos de Maranello.
A reação negativa foi maior do que a própria Ferrari esperava e chegou a provocar uma queda momentânea nas ações da empresa.
Por que o bilionário pagou tanto?
Segundo o próprio comprador, a aquisição teve principalmente uma motivação beneficente.
A receita do leilão será destinada à Ferrari Foundation, para financiar programas educacionais. Além disso, o bilionário pretende emprestar o carro a organizações que considere merecedoras de apoio, permitindo que elas utilizem o veículo em ações para arrecadar fundos.
A compra faz parte do objetivo do empresário de distribuir sua fortuna, estimada entre US$ 5 bilhões e US$ 7 bilhões — aproximadamente R$ 26 bilhões a R$ 36 bilhões.
Assim, apesar das críticas ao design da primeira Ferrari elétrica, a Luce acabou se tornando protagonista de uma venda histórica — e por uma causa que vai muito além do mercado de carros de luxo.
