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União Europeia cobra mudanças no Facebook e Instagram por suposto "design viciante"

Bloco europeu afirma que as plataformas incentivam o uso contínuo das redes sociais e pode aplicar multa de até 6% do faturamento global da Meta.

13/07/2026 - 15h46min

Atualizada em: 13/07/2026 - 15h46min

Reprodução
União Europeia quer que a Meta reduza recursos considerados viciantes no Facebook e no Instagram.

A União Europeia aumentou a pressão sobre a Meta ao afirmar que o Facebook e o Instagram utilizam recursos que podem incentivar o uso excessivo das redes sociais, especialmente entre crianças e pessoas em situação de maior vulnerabilidade.

Segundo a Comissão Europeia, a empresa não adotou medidas suficientes para reduzir os riscos associados às plataformas. Na avaliação do órgão, mecanismos de design estimulam os usuários a permanecerem conectados por mais tempo.

Caso as conclusões preliminares sejam confirmadas ao fim da investigação, a Meta poderá receber uma multa de até 6% do seu faturamento anual global.

Entre as mudanças sugeridas pela Comissão estão a remoção ou limitação de recursos considerados viciantes, como a rolagem infinita e a reprodução automática de vídeos. O órgão também defende ferramentas mais eficazes para limitar o tempo de uso e alterações nos sistemas de recomendação de conteúdo, com o objetivo de reduzir o consumo contínuo das plataformas.

Outro ponto levantado pela investigação é a proteção de menores de idade. Segundo a Comissão Europeia, as ferramentas atuais de controle de tempo do Facebook e do Instagram podem ser desativadas com facilidade pelos próprios usuários. Além disso, os controles parentais exigiriam conhecimentos técnicos que muitos responsáveis não possuem.

Em resposta, a Meta afirmou que discorda das conclusões preliminares da investigação, mas disse que continuará colaborando "de maneira construtiva" com as autoridades europeias.

Apesar das críticas, a Comissão destacou que existe uma diferença em relação ao TikTok. Segundo o órgão, a Meta tem demonstrado esforços para aprimorar a proteção de menores na internet, embora considere que as medidas adotadas até agora ainda sejam insuficientes.


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