
Um médico de 69 anos foi preso na noite de terça-feira (14), na Avenida Paulista, em São Paulo, após ser flagrado dirigindo um carro de luxo com um giroflex ligado, equipamento de uso exclusivo de veículos de emergência e segurança pública.
Segundo a Guarda Civil Metropolitana (GCM), os agentes decidiram abordar o veículo ao perceberem o sinal luminoso em funcionamento.
"Nós fomos verificar se era um profissional de segurança precisando de alguma coisa ou prestando algum atendimento", explicou um dos guardas que participou da ocorrência.
Durante a abordagem, o homem se apresentou como neurocirurgião e afirmou que utilizava o giroflex porque estava atrasado para um compromisso.
Ao revistarem o veículo, os agentes encontraram uma pistola calibre 9 mm, um revólver calibre .38, munições e um distintivo de assessor parlamentar.
O médico afirmou possuir registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC), mas, segundo a GCM, não apresentou documentos que comprovassem a autorização no momento da abordagem.
As armas, o distintivo e o veículo foram apreendidos.
O homem foi preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito e falsa atribuição de função pública.
O Tribunal de Justiça de São Paulo informou que, após audiência de custódia, foi concedida liberdade provisória mediante o cumprimento de medidas cautelares, entre elas o comparecimento periódico à Justiça, a proibição de se ausentar da cidade por mais de oito dias sem autorização judicial e o pagamento de fiança equivalente a cinco salários mínimos.
Apesar de possuir registro ativo no Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), o suspeito não tem a especialidade de neurologia registrada em seu cadastro profissional.

