A China começou a aplicar, nesta quarta-feira (15), uma nova regulamentação que proíbe os chamados "namorados" e "namoradas virtuais" criados por inteligência artificial. A medida tem como principal objetivo reduzir os riscos de dependência emocional provocados por chatbots capazes de simular relacionamentos afetivos.
Nos últimos anos, esse tipo de tecnologia ganhou popularidade em diferentes países. Os assistentes de IA são capazes de manter conversas personalizadas, demonstrar afeto e criar a sensação de companhia constante, conquistando milhões de usuários.
Além dos companheiros virtuais, também se multiplicam avatares com aparência humana usados para vender produtos, prestar atendimento e até simular a presença de pessoas falecidas.
A decisão do governo chinês provocou forte repercussão nas redes sociais. Muitos usuários compartilharam mensagens de despedida, arquivaram conversas com seus companheiros virtuais e relataram tristeza com o fim das interações.
Alguns afirmaram sentir uma espécie de abandono diante da impossibilidade de continuar conversando com os chatbots que utilizavam diariamente.
As autoridades chinesas justificam a medida como uma forma de proteger a saúde mental da população e reduzir possíveis impactos causados pelo apego excessivo a sistemas de inteligência artificial.
O debate sobre os limites da IA em relacionamentos humanos tem crescido em diversos países, à medida que essas ferramentas se tornam mais sofisticadas e capazes de reproduzir conversas cada vez mais naturais e emocionalmente envolventes.

