
O árbitro Omar Artan retornou à Somália nesta quarta-feira (10) e foi recebido como herói na capital, Mogadíscio, após ser impedido de entrar nos Estados Unidos dias antes do início da Copa do Mundo.
Artan estava prestes a fazer história ao se tornar o primeiro árbitro somali a atuar em uma edição do torneio. O profissional havia sido incluído na lista final da FIFA e é considerado um dos principais árbitros do continente africano. Em 2025, ele foi eleito o melhor árbitro masculino da África.
Segundo informações divulgadas pelas autoridades norte-americanas, o árbitro foi barrado no Aeroporto Internacional de Miami por "questões de verificação". O Serviço de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos não detalhou os motivos da decisão. Após o episódio, a FIFA retirou seu nome da lista oficial de árbitros da competição.
De acordo com a Embaixada da Somália no Quênia, o visto de Artan havia sido aprovado poucos dias antes da viagem.
Ao desembarcar em Mogadíscio, o árbitro foi recebido por autoridades, familiares e centenas de apoiadores que agitavam bandeiras da Somália. Durante o encontro, ele agradeceu o apoio recebido e demonstrou confiança no futuro.
“Prometo a vocês, se Deus quiser, que estarei presente na próxima edição”, afirmou o árbitro diante da multidão.
O caso ganhou repercussão internacional e transformou Artan em um símbolo de orgulho nacional para muitos somalis, que acompanharam sua trajetória rumo ao maior torneio de futebol do mundo.

