
Conviver com uma condição rara levou um norte-americano a recorrer à internet em busca de ajuda financeira. Michael Phillips, morador da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, criou uma campanha de arrecadação para custear uma cirurgia de aumento peniano após ser diagnosticado com micropênis, condição médica caracterizada pelo desenvolvimento abaixo do esperado do órgão genital.
Segundo ele, o procedimento custa cerca de US$ 22 mil (aproximadamente R$ 114 mil). Até o momento, a campanha já arrecadou mais de US$ 9 mil.
De acordo com Michael, a cirurgia não teria apenas um objetivo estético. Ele afirma que a condição afeta sua rotina, sua autoestima e até funções básicas do dia a dia, como urinar.
- "Ainda preciso de apoio para cobrir o custo total do procedimento", afirmou ao jornal britânico Daily Star.
O que é micropênis?
O micropênis é uma condição médica rara diagnosticada quando o comprimento do pênis, em estado flácido e esticado, está significativamente abaixo da média para a idade, sem outras alterações anatômicas importantes.
Na maioria dos casos, a condição está relacionada a alterações hormonais ou do desenvolvimento ainda na gestação e costuma ser identificada na infância.
Embora possa impactar aspectos físicos e psicológicos, especialistas destacam que o diagnóstico não está necessariamente relacionado à fertilidade ou à capacidade sexual.
Cirurgia pode melhorar alguns casos
Michael afirma que pretende realizar um procedimento de aumento peniano aliado a aplicações para ampliar a circunferência do órgão.
Segundo ele, a expectativa é melhorar principalmente a qualidade de vida.
- "O procedimento não vai curar meu micropênis, mas pode me ajudar a recuperar parte da normalidade e do conforto", relatou.
Ele também afirma que enfrenta dificuldades para urinar e que espera reduzir a necessidade de utilizar fraldas, algo que diz fazer atualmente.
Campanha ganhou repercussão
A história repercutiu nas redes sociais após a criação da vaquinha on-line.
Enquanto alguns internautas demonstraram solidariedade, outros questionaram o financiamento coletivo para um procedimento médico desse tipo.
O caso também reacendeu discussões sobre saúde masculina, autoestima e o acesso a tratamentos para condições consideradas raras.
