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Emoção com jogos pode ser gatilho mortal para a saúde

Estudos apontam que partidas de grande tensão podem aumentar o risco de complicações cardiovasculares em pessoas vulneráveis.

11/06/2026 - 15h01min

Reprodução/Pexels
Partidas emocionantes podem aumentar temporariamente a pressão arterial e a frequência cardíaca, exigindo atenção de pessoas com problemas cardiovasculares.

A chegada da Copa do Mundo costuma trazer ansiedade, euforia e muita emoção para os torcedores. Mas especialistas alertam que a intensidade dessas sensações pode representar um risco para pessoas com doenças cardiovasculares ou fatores de risco já existentes.

Uma revisão publicada em 2025 no International Journal of Innovative Technologies in Social Science reforça que eventos esportivos de grande carga emocional podem funcionar como gatilhos cardiovasculares em indivíduos mais vulneráveis.

Entre os estudos citados está uma pesquisa realizada durante a Copa do Mundo de 2006, na Alemanha, que identificou uma incidência 2,7 vezes maior de eventos cardiovasculares nos dias de jogos da seleção alemã. Outro levantamento, realizado durante a Eurocopa de 1996, associou a eliminação da Seleção da Holanda nos pênaltis a um aumento de aproximadamente 50% na mortalidade por doenças cardiovasculares e AVC entre homens do país.

Segundo especialistas, momentos de forte tensão provocam a liberação de adrenalina, elevam a frequência cardíaca e aumentam a pressão arterial. Em pessoas saudáveis, essas alterações costumam ser temporárias. Já em indivíduos com doenças coronarianas, hipertensão descontrolada ou predisposição a arritmias, o esforço adicional pode favorecer complicações.

O coração passa a exigir mais oxigênio para funcionar adequadamente. Quando existem obstruções nas artérias coronárias ou outras condições cardíacas, esse desequilíbrio pode desencadear sintomas como dor no peito, falta de ar, palpitações e outros eventos cardiovasculares.

Situações que podem aumentar o risco:

  • Histórico de doença cardíaca;
  • Hipertensão arterial mal controlada;
  • Arritmias cardíacas;
  • Tabagismo;
  • Consumo excessivo de álcool durante as partidas;
  • Estresse intenso e prolongado;
  • Sedentarismo;
  • Falta de acompanhamento médico em pessoas já diagnosticadas com problemas cardiovasculares.

Especialistas recomendam que torcedores com histórico cardíaco mantenham a medicação em dia, evitem excessos durante os jogos e procurem atendimento médico caso apresentem sintomas como dor no peito, falta de ar, tontura ou palpitações.


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