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MISTÉRIO DE PATERNIDADE

Justiça decide que não é possível identificar pai de bebê após caso com gêmeos idênticos 

Testes de DNA não conseguiram diferenciar irmãos, e tribunal afirmou que a ciência atual não resolve o caso. 

01/04/2026 - 17h27min

Reprodução
Justiça britânica afirma que não é possível identificar pai de bebê após relações com gêmeos idênticos.

Um caso incomum chamou atenção da Justiça no Reino Unido após uma mulher dar à luz sem conseguir identificar qual dos dois irmãos gêmeos idênticos é o pai da criança.

Segundo o processo, a mulher manteve relações com os dois homens em um intervalo de quatro dias, no mesmo período em que ocorreu a concepção do bebê. Inicialmente, um dos irmãos foi registrado como pai na certidão de nascimento.

No entanto, o caso foi parar na Justiça quando o outro gêmeo e a mãe da criança contestaram a informação, buscando o reconhecimento correto da paternidade.

A disputa chegou à Corte de Apelações de Londres, onde um painel de juízes concluiu que não é possível determinar, com os métodos atuais, qual dos irmãos é o pai.

Durante o processo, foi explicado que testes de DNA tradicionais não conseguem diferenciar gêmeos idênticos, já que eles compartilham praticamente o mesmo material genético.

Na decisão, o juiz Sir Andrew McFarlane afirmou que, por enquanto, a única certeza é que o pai é um dos dois irmãos — mas não há como identificar qual deles.

Ele também destacou que, no futuro, avanços científicos podem tornar possível essa identificação, mas que, atualmente, isso exigiria custos muito elevados e métodos ainda pouco acessíveis.

Diante disso, o tribunal decidiu que o homem inicialmente registrado como pai não deveria manter a responsabilidade parental, pelo menos até que novas provas ou tecnologias permitam esclarecer o caso.

A situação levanta discussões sobre os limites da ciência forense atual e os desafios legais envolvendo paternidade em casos raros como esse.


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