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Trabalhador chamado por apelido ofensivo vence processo por assédio moral 

Justiça reconheceu que “brincadeiras” recorrentes no ambiente profissional configuraram humilhação e condenou empresa a indenizar funcionário. 

31/03/2026 - 16h31min

Reprodução
Justiça reconheceu assédio moral após trabalhador sofrer com apelidos ofensivos no ambiente de trabalho.

Um caso envolvendo apelidos ofensivos no ambiente de trabalho terminou com condenação judicial e reacendeu o debate sobre os limites das chamadas “brincadeiras” entre colegas.

O trabalhador relatou que era alvo frequente de comentários constrangedores e apelidos pejorativos, incluindo o termo “bumbum guloso”, utilizado de forma repetitiva por outros funcionários. Segundo o processo, as situações causavam constrangimento e afetavam diretamente o ambiente profissional.

Ainda de acordo com o relato, o funcionário chegou a comunicar o problema à empresa, esperando que as ofensas fossem interrompidas. No entanto, as atitudes continuaram mesmo após a reclamação.

Ao analisar o caso, a Justiça entendeu que houve assédio moral, caracterizado pela repetição de comportamentos humilhantes e pela omissão da empresa em resolver a situação.

Com isso, a empresa foi condenada a pagar indenização por danos morais ao trabalhador.

A decisão reforça que atitudes muitas vezes tratadas como “brincadeiras” podem ultrapassar limites e gerar consequências legais. Apelidos vexatórios, piadas constrangedoras e comentários ofensivos, quando recorrentes, podem configurar assédio moral e resultar em condenação judicial.

Especialistas destacam que empresas devem manter um ambiente de trabalho respeitoso e agir rapidamente diante de denúncias, evitando que situações como essa se prolonguem.


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