
Uma analista de 21 anos de um banco de investimentos de Wall Street levou o caso à Justiça após ser demitida por pedir uma rotina de trabalho que garantisse mais horas de descanso.
Segundo o relato, a jovem havia negociado com a empresa nove horas livres por dia para conseguir dormir cerca de oito horas. Em contrapartida, se comprometeu a trabalhar todos os dias, inclusive aos fins de semana. O pedido foi justificado como uma forma de controlar um transtorno de humor e ansiedade.
O banco aceitou o acordo inicialmente, mas semanas depois decidiu desligá-la. Diante da demissão, a analista entrou com uma ação em um tribunal federal de Nova York, alegando discriminação.
O caso chamou atenção por expor a cultura de trabalho em Wall Street, onde jornadas de 70, 80 ou até 90 horas semanais são frequentemente associadas à rotina do mercado financeiro.
O julgamento estava prestes a acontecer, mas pouco antes da data as duas partes fecharam um acordo financeiro, cujo valor não foi divulgado. Com isso, o processo foi encerrado sem decisão judicial e sem criar precedente legal.

