
As autoridades dos Estados Unidos revelaram um dos maiores esquemas de fraude musical com inteligência artificial já investigados. Um homem da Carolina do Norte foi preso acusado de criar centenas de milhares de músicas com IA, publicá-las em plataformas de streaming e inflar as reproduções com robôs.
Para os sistemas, parecia uma audiência legítima. Na prática, eram bots simulando ouvintes humanos, repetindo as faixas em escala industrial. Segundo os investigadores, o esquema rendeu mais de US$ 10 milhões em royalties, dinheiro que deveria ter sido pago a artistas reais.
O acusado responde por fraude eletrônica, conspiração e lavagem de dinheiro, com penas que podem chegar a 20 anos de prisão por acusação. O caso acende um alerta sobre como conteúdo barato, gerado em massa por IA, pode distorcer métricas de engajamento e valor no mercado musical.
Em um cenário onde criar música ficou fácil, o desafio agora é distinguir talento humano de ruído automatizado.
