
Um casal de Belo Horizonte enfrentou uma situação inusitada ao tentar registrar o nome do primeiro filho. Fernanda Araújo de Sousa, de 29 anos, e o marido decidiram recorrer à inteligência artificial para criar um nome único, com significado especial e que não fosse comum no Brasil. O resultado foi “Caevi”, nome que apareceu entre as sugestões geradas pela ferramenta após o casal informar as características que buscava.
No entanto, ao comparecer ao cartório para registrar o bebê, o pai recebeu a negativa. Segundo o oficial de registro civil, não foi possível identificar a origem do nome, o que inviabilizou o registro naquele momento.
Pedimos que a IA sugerisse nomes diferentes, que pudessem ser junção de outros nomes ou até de outro país. O ‘Caevi’ apareceu na lista e nós gostamos
FERNANDA
Mãe
De acordo com as normas dos cartórios brasileiros, o registro de prenomes segue alguns critérios legais. Nomes que possam expor a criança ao ridículo, tenham significado pejorativo ou estejam associados a figuras historicamente negativas, como Hitler ou Bin Laden, não são autorizados. Palavras com sentido negativo em outros idiomas, como “hell” (inferno, em inglês), também costumam ser recusadas.
No caso de nomes inventados, a legislação não proíbe automaticamente. O fato de um nome ser inédito no Brasil, por si só, não é motivo para negativa. Os oficiais avaliam fatores como sonoridade, possibilidade de pronúncia, escrita e se o nome pode gerar constrangimentos futuros ao portador.
Especialistas em registro civil destacam que, em situações como essa, os pais podem recorrer da decisão ou optar por adaptar o nome, apresentando justificativas adicionais.

