Pensar em outra pessoa durante o sexo é uma experiência comum e, segundo estudos recentes, não representa ameaça ao vínculo afetivo nem sinal de insatisfação no relacionamento. De acordo com pesquisadores, esse tipo de fantasia está ligado ao funcionamento natural do cérebro em estado de excitação e não deve ser interpretado como falha emocional ou deslealdade.
Ao criar imagens mentais, o cérebro encontra um espaço seguro para explorar desejos sem riscos de julgamento ou consequências na vida real. Esse processo funciona como um “laboratório interno”, no qual a imaginação intensifica o foco, amplia as sensações e contribui para o prazer físico.
Especialistas explicam que a fantasia é uma resposta fisiológica comum, acionada quando a mente entra em um estado de maior estímulo sensorial. Nesse contexto, imaginar outras pessoas, situações ou cenários não significa ausência de conexão com o parceiro, mas sim uma estratégia natural do cérebro para potencializar a excitação.
A principal orientação dos estudiosos é abandonar a culpa associada a esse tipo de pensamento. Em vez de enxergar a fantasia como ameaça, a recomendação é compreendê-la como parte da intimidade individual, que pode coexistir com relações saudáveis, estáveis e afetivamente seguras.
O estudo reforça que desejo, imaginação e vínculo emocional não operam sob as mesmas regras e que entender essa diferença pode contribuir para relações mais leves e menos carregadas de cobranças internas.
