Uma pesquisa científica realizada nos Estados Unidos nos anos 1960 voltou a circular nas redes sociais ao prever que o mundo poderia enfrentar um colapso já em 2026. O estudo foi conduzido por Heinz von Foerster, Patricia Mora e Lawrence Amiot, pesquisadores da Universidade de Illinois, e utilizou modelos matemáticos para analisar tendências da sociedade ocidental ao longo de um século.
Segundo os autores, o chamado “Doomsday” não estaria ligado a guerras nucleares, desastres naturais extremos ou impactos de asteroides, mas a um fator muito mais silencioso e difícil de conter: a superpopulação. A projeção indicava que o crescimento acelerado da população tornaria impossível acompanhar a demanda global por alimentos e recursos básicos.
Na época da publicação, em 1960, o planeta tinha cerca de três bilhões de habitantes. Hoje, esse número ultrapassa os oito bilhões, reforçando debates atuais sobre sustentabilidade, produção de alimentos e limites do crescimento econômico. Embora o estudo não represente uma previsão literal do fim do mundo, ele é frequentemente citado como um alerta sobre os riscos de crescimento populacional descontrolado.
Especialistas contemporâneos destacam que avanços tecnológicos, mudanças nos padrões de consumo e políticas públicas podem alterar cenários projetados no passado. Ainda assim, o trabalho permanece relevante como um marco histórico na discussão sobre os limites do planeta e os desafios de longo prazo da humanidade.
