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Monogamia “de um lado só”: o novo termo que viralizou (e por que não é a mesma coisa que neomonogamia)

Entre discursos polêmicos e novas formas de amar, entender os limites entre liberdade, acordo e desigualdade virou essencial

27/03/2026 - 18h05min

Atualizada em: 27/03/2026 - 18h31min

Se você sentiu que todo mundo começou a discutir relacionamento aberto, poliamor e “novas regras do amor” ao mesmo tempo você não está sozinho. 

Nos últimos anos, a não-monogamia virou pauta de podcast, série, thread no X e até documentário, tipo Inside the Manosphere, que ajudou a colocar um termo polêmico no radar: monogamia unilateral, ou “monogamia de um lado só”.

Mas calma, nem tudo que parece moderno é, de fato, evolução. 

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O que é monogamia unilateral

Segundo reportagem da Cosmopolitan, a chamada “one-sided monogamy” é basicamente isso:

Em um relacionamento, uma pessoa é monogâmica; Enquanto a outra tem liberdade para se envolver com outras pessoas;

Na prática, o modelo tem aparecido muito em discursos da chamada “manosphere”, uma comunidade online associada a visões mais conservadoras (e frequentemente machistas) sobre relacionamentos.

E aqui entra o ponto-chave:
apesar de, teoricamente, existir um “acordo”, nem sempre há equilíbrio real de escolha.

Ou seja, não é exatamente sobre liberdade, muitas vezes, é sobre assimetria de poder.

Em alguns casos citados pela revista, o combinado inclui até política de “não pergunte, não conte”, onde uma das partes simplesmente finge que não vê.

Resultado? Um combo de ressentimento, insegurança e um conceito bem antigo com nome novo: infidelidade tolerada.

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Mono-poli existe, mas é outra história

Sim, relações em que uma pessoa é monogâmica e a outra não existem de verdade, e são conhecidas como relações “mono-poli”.

A diferença entre esse acordo e a tal "monogamia unilateral" está principalmente no consentimento real, na autonomia e na escolha individual, sem pressão.

Nesse caso, a pessoa monogâmica não está abrindo mão por obrigação, mas porque genuinamente se sente confortável com um único vínculo, enquanto o parceiro vive múltiplas conexões.

Ainda assim, especialistas apontam: é raro. E exige um nível alto de comunicação emocional pra não virar desgaste.

E onde entra a tal da neomonogamia?

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Se a monogamia unilateral parece desequilibrada demais, a neomonogamia surge quase como um “meio-termo possível”.

Popularizada por discussões em veículos como a Vogue, ela propõe uma releitura da monogamia clássica: continua sendo um relacionamento principalmente exclusivo, mas com flexibilizações combinadas, sempre com transparência, limites e diálogo.

É tipo um relacionamento fechado só que com com atualizações.

Mas o que seriam essas flexibilizações?

  • Beijar alguém em uma festa;
  • Um crush liberado;
  • Experiências pontuais em viagens ou eventos;

Mas o ponto não é a “liberação geral”, é o acordo. Tudo precisa ser conversado, alinhado e respeitado.

No fim das contas, a linha entre esses modelos não está no número de pessoas envolvidas, mas na qualidade do acordo e no respeito entre os parceiros.



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