Alice Bastos Neves e Rodaika estreiam "Inesperadas", projeto que amplia o diálogo sobre o feminino
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“Inesperadas": Alice Bastos Neves e Rodaika lançam projeto que amplia o diálogo sobre o feminino

Com canal próprio no YouTube, a temporada que estreia nesta quinta-feira (23) aposta em troca, escuta e histórias de mulheres que fogem do óbvio

23/04/2026 - 09h00min

Atualizada em: 23/04/2026 - 09h56min

Tem encontro que parece acaso, mas muda tudo. Foi exatamente assim que nasceu “Inesperadas”, novo projeto do Grupo RBS que estreia nesta quinta-feira, 23 de abril, às 19h, com episódios semanais no YouTube e Spotify. No comando, duas vozes conhecidas da comunicação gaúcha, mas de universos bem diferentes, que decidiram sentar, conversar e ir além do script: Alice Bastos Neves e Rodaika.

O resultado? Um programa que não quer ensinar, nem dar respostas prontas. Quer, principalmente, abrir espaço e, talvez, preencher um vazio que você nem sabia que existia.

Rede Atlântida

O ponto de partida inesperado

A história por trás do projeto “Inesperadas” já entrega muito do que vem pela frente. O “match” entre Alice e Rodaika aconteceu literalmente no improviso, e ficou.

Foi um encontro inesperado mesmo, de corredor e quando a gente viu, as duas estavam com o mesmo desejo: falar mais com o público feminino. Era uma troca rápida, mas ali a gente já percebeu que tinha algo em comum muito forte. Esse desejo de conversar mais, de abrir espaço para esses assuntos do nosso universo. E isso ficou com a gente

RODAIKA

Esse momento, que poderia ter sido só mais um cumprimento rápido, virou o início de uma construção longa. A ideia nasceu em 2024, atravessou agendas cheias, amadureceu com o tempo e ganhou ainda mais força com a bagagem que cada uma traz. Alice traduz esse processo com precisão:

A gente tinha tudo na cabeça, mas faltava o nome. Quando surgiu ‘Inesperadas’, fez sentido na hora. Tem esse encontro entre nós duas, mas também tem essa vontade de ir além do que esperam da gente. No universo feminino, existe muito um roteiro, uma lista de coisas que a gente deveria cumprir, e a gente pode ser mais inesperada do que isso.

ALICE BASTOS NEVES

Tudo começa com elas duas, mas rapidamente a conversa se abre para algo maior: os caminhos inesperados que atravessam a vida de qualquer mulher.

A direção do programa com um olhar sensível e feminino

Outro elemento que amplia a potência da série é a presença de Mocita Fagundes na direção. Com experiência no audiovisual publicitário, ela traz um olhar técnico que ajuda a transformar emoção em linguagem, seja no enquadramento, no ritmo ou na estética.

Mas não para por aí. Mocita também aparece, interage e adiciona uma nova camada às conversas: a perspectiva de uma mulher 60+, ativa, experiente e cheia de repertório.“Ela trouxe exatamente o que a gente queria, técnica e sensibilidade”, destaca Rodaika.

Um espaço de escuta

Se muita gente fala em “dar voz”, “Inesperadas” aposta em algo além: escutar.

A proposta é simples, mas potente. Duas mulheres, trajetórias diferentes, sentadas para conversar sem roteiro engessado, partindo das próprias vivências para tocar em temas universais. Para Rodaika, isso tem um peso emocional forte: “É a nossa trajetória até aqui. Tudo que a gente viveu está ali. É muito íntimo, muito verdadeiro”, afirma a comunicadora.

Essa verdade aparece no tom das conversas, que não seguem uma linha previsível. Como na vida real, os episódios transitam entre leveza e profundidade, histórias cotidianas e reflexões mais densas.

São assuntos simples, mas de uma complexidade enorme. E a gente permite que isso apareça. Tem momentos em que a gente vai do riso ao choro muito rápido. Porque são coisas da vida mesmo, que parecem pequenas, mas carregam muito significado

RODAIKA

Por trás das câmeras

Se na tela tudo parece espontâneo, nos bastidores existe um cuidado grande com cada detalhe. E essa construção foi, segundo as duas, uma das partes mais empolgantes do processo. As duas comunicadoras tiveram um cuidado pessoal na construção do projeto, participando em todas as etapas, desde à idealização à execução. Alice e Rodaika pensaram no cenário, no ambiente e na equipe envolvida.

Segundo Rodaika, o ambiente foi desenhado para parecer um lugar onde qualquer pessoa gostaria de estar, quase como uma extensão da casa de uma amiga. Nada frio, nada distante. A gente queria um lugar onde a gente realmente gostaria de estar” conta a comunicadora do Grupo RBS.

Alice reforça que esse cuidado também tem a ver com o momento de vida das duas:

São assuntos simples, mas de uma complexidade enorme. E a gente permite que isso apareça. Tem momentos em que a gente vai do riso ao choro muito rápido. Porque são coisas da vida mesmo, que parecem pequenas, mas carregam muito significado.

ALICE BASTOS NEVES

O projeto “Inesperadas” não surge da urgência, mas do tempo certo. Resultado de um processo de amadurecimento que é um dos pilares de sustentação do programa.

O episódio de estreia

A estreia já chega com um tema que conecta todo mundo: o inesperado. Aqueles momentos que bagunçam planos, mudam rotas e obrigam a gente a recalcular tudo. “A vida não está nem aí para o planejamento”, resume Rodaika.

Sem entrar em spoilers, o primeiro episódio traz histórias pessoais que mostram como esses desvios podem ser dolorosos e transformadores, ou os dois ao mesmo tempo. “Esse primeiro episódio é muito simbólico, porque ele abre exatamente essa conversa. E ouvir depois, como espectadora, me deu a sensação de ‘eu assistiria isso’. Isso foi muito forte”, compartilhou Rodaika.

Alice amplia essa ideia: “O inesperado é um terreno fértil. Mesmo quando parece ruim, pode trazer coisas muito boas, dependendo de como a gente encara”. Nesse ponto, o programa se destaca por não romantizar nem exagerar no drama, mas observar, compartilhar e abrir espaço para interpretação

No seu jeito, no seu tempo

Outro ponto interessante é que “Inesperadas” não exige uma ordem rígida. Os episódios são independentes, mas ganham mais profundidade quando acompanhados em sequência. “Dá para ouvir em qualquer ordem, mas existe uma construção quando você acompanha tudo”, explica Alice.

E essa flexibilidade conversa com o formato multiplataforma: dá para assistir ou ouvir, encaixar na rotina, revisitar episódios, como uma conversa com sua amiga que você pode retomar quando quiser. “A ideia é estar com a pessoa em diferentes momentos do dia: no sofá, no trânsito, na academia. É um conteúdo que acompanha”, reforça Rodaika.

Além disso, o projeto se expande para fora da tela. As redes sociais funcionam como extensão direta do programa, com interações, enquetes e relatos reais do público.

“A gente quer muito essa troca. Que as mulheres contem as histórias delas também, concordem, discordem, participem. O programa continua ali, fora da tela”, completa a apresentadora.

Tudo aponta para a mesma direção

“Inesperadas” não tenta ser um manual, nem entregar respostas prontas. Funciona mais como um espelho, às vezes confortável, às vezes desconcertante, mas sempre honesto.

As conversas passam por histórias que poderiam ser de qualquer uma, decisões que mudam rotas e encontros que simplesmente acontecem, sem aviso. E talvez o melhor exemplo disso seja o próprio programa.

Duas trajetórias diferentes. Um corredor. Um momento qualquer. E, de repente, algo novo começa.

“Inesperadas” estreia dia 23 de abril, com novos episódios toda quinta-feira, às 19h.

O projeto conta com patrocínio de PUCRS, Melnick e Banrisul.


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