
Se você já se pegou falando sozinho por aí, pode ficar tranquilo. A ciência indica que esse hábito, muitas vezes visto com estranhamento, pode trazer benefícios reais para o cérebro.
Pesquisas publicadas em revistas científicas internacionais apontam que a chamada fala autodirigida ajuda a melhorar o foco, especialmente em tarefas mais complexas. Além disso, pode acelerar situações simples do cotidiano, como encontrar objetos perdidos. Sabe quando você começa a repetir “cadê a chave?” antes de sair de casa? Isso pode realmente ajudar.
O efeito tende a ser ainda mais eficiente quando o objeto procurado é comum e fácil de visualizar. Por outro lado, falar sozinho pode atrapalhar quando o item é menos típico ou difícil de imaginar.
Outro ponto interessante é o impacto na concentração. Estudos mostram que pessoas que leem instruções em voz alta conseguem responder mais rápido do que aquelas que permanecem em silêncio, com uma diferença de até 132 milésimos de segundo.
A prática também pode ser uma aliada em momentos de pressão. Em situações que geram ansiedade, como entrevistas de emprego ou conversas difíceis, especialistas recomendam usar a fala em terceira pessoa, chamando a si mesmo pelo nome ou usando “você”. Isso pode ajudar a organizar o pensamento e manter o controle emocional.
No fim das contas, conversar consigo mesmo pode ser menos estranho do que parece e mais útil do que muita gente imagina.
