
Um estudo conduzido pela Universidade de Sydney indica que músicos populares podem ter expectativa de vida significativamente menor do que a média da população.
A pesquisa, intitulada Life expectancy and cause of death in popular musicians (Expectativa de vida e causas de morte em músicos populares), analisou registros entre 1950 e 2014 e concluiu que, nos Estados Unidos, a longevidade desses profissionais pode ser até 25 anos inferior à média nacional.
Segundo os dados, as taxas de mortalidade entre músicos são, em média, o dobro das registradas em outras profissões. O levantamento também identificou que as causas de morte variam de acordo com o gênero musical.
Entre artistas de rock, metal e country, há maior incidência de suicídios e doenças hepáticas, muitas vezes associadas ao consumo excessivo de álcool e drogas. Já no hip-hop e no rap, os índices de homicídio aparecem como principal fator de risco, superando de forma significativa os números observados na população geral.
Especialistas apontam que a rotina da indústria musical contribui para esse cenário. Horários irregulares, turnês prolongadas, exposição constante ao público, pressão por desempenho e instabilidade financeira podem gerar impactos profundos na saúde física e mental.
De acordo com a MusiCares, organização ligada à The Recording Academy, responsável pelo Grammy, a taxa de suicídio na indústria musical chega a 8,3%, índice considerado preocupante por especialistas em saúde mental.
O estudo reacende o debate sobre a necessidade de políticas de apoio psicológico e acompanhamento médico contínuo para profissionais da música, especialmente em um setor marcado por intensa exposição, pressão e vulnerabilidades emocionais.

