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4 trilhas para descobrir um outro ângulo de Porto Alegre

Trilhas urbanas em Porto Alegre variam de trajetos leves a desafiadores, com altitudes entre 143 e 311 metros

14/02/2026 - 10h30min

Cercada por morros e recortes de relevo, Porto Alegre é uma capital onde a natureza nunca está distante. Cerca de 65% do território é composto por elevações que revelam trilhas, mirantes e paisagens onde o bioma Pampa encontra resquícios de Mata Atlântica.

Entre subidas leves e trechos mais desafiadores, os caminhos oferecem silêncio, biodiversidade e vistas que transformam o pôr do sol sobre o Guaíba em espetáculo.

É nessa  vibe que a Atlântida preparou uma lista de trilhas pra ti curtir pertinho da capital: 

1. Morro do Osso

Reprodução

Localizado na Zona Sul, o Morro do Osso é considerado porta de entrada para quem quer iniciar no trekking urbano. Dentro do Parque Natural Morro do Osso, a trilha combina facilidade de acesso, segurança e uma vista panorâmica que alcança o Lago Guaíba.

A caminhada pode ser feita em cerca de 1h a 1h30, com aproximadamente 2,5 km entre subida e descida. O trajeto principal é amplo, bem demarcado e com aclives suaves, ideal para iniciantes.

Existem duas opções de caminho:

  • Trilha A (via liberada): percurso majoritariamente plano, com poucos pontos de subida. Fácil e bem aberta.
  • Trilha B: mais acidentada, com subidas e trechos de mata fechada. Atualmente, só pode ser feita com acompanhamento de guia do parque.

Ao atingir os 143 metros de altitude, o visitante encontra um topo aberto e arejado. Dali, a cidade se revela em perspectiva: prédios, bairros e o Guaíba desenhando o horizonte.

2. Morro Santana

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Com 311 metros de altitude, o Morro Santana guarda o ponto mais alto da cidade e uma das vistas mais impactantes da região.

Existe uma trilha que é organizada pelo projeto Preserve o Morro Santana, ligado à Universidade Federal do Rio Grande do Sul, nessa modalidade, a trilha atravessa comunidade, mata atlântica e áreas de campo, unindo natureza, história local e educação ambiental. 

O percurso tem cerca de 5 km e nível moderado, com duração média de 4h (incluindo paradas). Pelo caminho, é possível encontrar cascata, trechos de mata fechada, pés de butiá e mirantes naturais.

No topo, além do marco geográfico, a antiga área do observatório e uma pedreira oferecem um cenário dramático, especialmente no pôr do sol, quando o céu alaranjado ilumina Porto Alegre e cidades vizinhas.

É uma trilha mais exigente, com trechos íngremes, recomendada para quem já tem algum preparo físico.

3. Morro da Tapera

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A 252 metros de altitude, o Morro da Tapera oferece o que muitos consideram a vista mais ampla da capital. Do topo, é possível alcançar praticamente todos os quadrantes da cidade.

A trilha tem nível intermediário e exige resistência. Há trechos com inclinações acentuadas e partes em campo aberto, onde o capinzal e o solo marcado por erosões pedem atenção redobrada.

Após cerca de 40 minutos de subida, o cenário se abre em um platô rochoso conhecido como “Pedra do Rei”, onde um coração pintado na rocha virou símbolo do local. A sensação é de conquista.

O silêncio impressiona. O vento sopra constante. E o horizonte parece não ter fim.

4. Morro São Pedro

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No extremo sul da cidade, o Morro São Pedro é o maior morro em extensão territorial de Porto Alegre e um dos remanescentes naturais mais bem conservados do município.

A área integra o Refúgio de Vida Silvestre São Pedro, Unidade de Conservação criada para assegurar a preservação da biodiversidade local. O espaço abriga espécies raras e ameaçadas de extinção no Rio Grande do Sul, como o bugio-ruivo, o graxaim e o mão-pelada.

Mais do que trilha, é experiência de imersão ambiental. O uso da área é voltado à pesquisa, educação ambiental e turismo ecológico responsável, reforçando o compromisso com a conservação da Mata Atlântica e dos campos nativos.

Um novo olhar sobre Porto Alegre

Mais do que exercício físico, as trilhas nos morros de Porto Alegre são experiências de reconexão com a cidade que talvez tu veja diariamente. A cada subida, a cidade parece menor. O ritmo desacelera e a respiração ganha espaço.



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