
A busca de homens por procedimentos estéticos praticamente dobrou nos últimos seis anos. Entre 2018 e 2024, o número de cirurgias plásticas realizadas em pacientes masculinos cresceu 95%, enquanto os tratamentos estéticos não cirúrgicos, como aplicações injetáveis, procedimentos a laser e peelings ,avançaram 116%. Os dados são da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS).
No mesmo período, o crescimento entre mulheres foi menor: 59% nas cirurgias e 55% nos procedimentos sem intervenção cirúrgica. Apesar do avanço expressivo, os homens ainda representam apenas 16% do total de procedimentos realizados no mundo.
Especialistas apontam que os números refletem uma mudança gradual, porém consistente, nas normas sociais e na relação dos homens com a própria imagem. O cuidado estético, antes associado quase exclusivamente ao público feminino, passou a ser visto como parte do autocuidado, da saúde mental e até da competitividade no mercado de trabalho.
Outro fator que impulsiona essa alta é a popularização de procedimentos menos invasivos, com recuperação rápida e resultados mais naturais, características que costumam atrair o público masculino. Além disso, o aumento da exposição em redes sociais, reuniões virtuais e ambientes profissionais também contribui para a maior atenção à aparência.
Mesmo ainda sendo minoria entre os pacientes, os homens têm papel central nas projeções do setor. Segundo estimativas divulgadas durante o evento da ISAPS, o mercado global de estética deve manter um crescimento médio anual de 5% até 2030, impulsionado pela demanda contínua e pela ampliação do perfil dos pacientes.

