Antes mesmo de os portões se abrirem, o Planeta Atlântida já começa a acontecer. Ainda é madrugada, o vento do litoral corta a ansiedade no ar e, na fila, cada pessoa carrega uma história, um sonho, um ritual. É ali, na espera, que o festival começa a pulsar.
Tatiana é uma dessas histórias. Aos 30 anos, ela vive um momento simbólico: a primeira vez no Planeta coincide exatamente com a idade nova. “Tô animada. Primeira vez nos 30 anos e com 30 anos de idade. Vou correr quando abrirem os portões”, conta, rindo, como quem sabe que está prestes a viver algo que vai ficar pra sempre na memória. Para ela, a fila não é obstáculo é contagem regressiva.
Mais à frente, a organização é regrada, mas movida a amizade e paixão por música. Rafaela, de 41 anos, chegou à fila à 1h30 da manhã da sexta, acompanhada da filha. Desde então, ela e os amigos se revezam para ir ao banheiro, buscar comida e manter o lugar garantido. O grupo ocupa os primeiros espaços da fila e tem uma história curiosa: eles se conheceram ali mesmo, no Planeta, em outras edições. Desde então, voltam todos os anos com o mesmo objetivo serem os primeiros. A cada edição, novos integrantes entram para a “família da fila”, reforçando que o festival também cria laços que vão além dos palcos.

E tem quem atravesse estados inteiros movido por um único show. Rayana Diniz, de 23 anos, veio de Tubarão em Santa Catarina e está na fila desde as 10h da manhã, com cartazes, flores e uma certeza: tudo vale a pena por Luísa Sonza. A cantora é a última atração da sexta-feira, mas a espera começa cedo. Entre olhares atentos e mãos segurando presentes, eles mostram que o Planeta também é feito de encontros entre fãs e ídolos, mesmo antes do primeiro acorde soar.

O Planeta Atlântida 2026 toma conta do litoral gaúcho e transformar a Saba, em Atlântida, no epicentro da música, do verão e das emoções. A edição que celebra os 30 anos do maior festival de música do Sul do Brasil garante dois dias intensos, com mais de 30 atrações divididas entre o Palco Atlântida e o Palco Planeta.
Nos dias 30 e 31 de janeiro, o público vive uma verdadeira maratona sonora, que começa no fim da tarde e atravessa a madrugada. Pop, rock, rap, funk, pagode, sertanejo e muita mistura do jeitinho que só o Planeta sabe fazer.
Na sexta-feira, nomes como Jota Quest, Anitta, Zé Neto & Cristiano, Luísa Sonza, Raimundos, Maneva e João Gomes comandaram a noite. No sábado, a energia segue com Ludmilla, Simone Mendes, Matuê, Alok, Belo, Armandinho, Vitor Kley e muitos outros, em uma programação que celebra o passado, o presente e o futuro da música brasileira.
Mas antes de tudo isso, antes do som, das luzes e dos encontros marcados, existe a fila. Um espaço onde ansiedade vira conversa, onde desconhecidos viram amigos e onde cada minuto de espera só aumenta a certeza: quando os portões se abrirem, não vai ser só um festival que começa.
Confira mais sobre o primeiro dia de fila no Planeta Atlântida:

