Dores nas costas lideram ranking de motivos para afastamento do trabalho em 2025
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Dores nas costas lideram ranking de motivos para afastamento do trabalho em 2025

Licenças por incapacidade temporária atingem maior patamar desde 2021; transtornos mentais seguem entre as principais causas

29/01/2026 - 15h21min

Dores nas costas lideram ranking de motivos para afastamento do trabalho em 2025 / Reprodução

As dores nas costas voltaram a liderar, em 2025, o ranking de motivos para afastamento do trabalho no Brasil. Dados do Ministério da Previdência Social mostram que mais de 4,12 milhões de trabalhadores precisaram se afastar temporariamente de suas funções por questões de saúde ao longo do ano, o maior número registrado desde 2021.

Pelo terceiro ano consecutivo, a dorsalgia aparece como a principal causa de concessão de auxílio por incapacidade temporária. Somente esse tipo de queixa levou 237.113 trabalhadores formais a se afastarem do emprego por períodos superiores a 15 dias, exigindo o amparo do INSS.

Na segunda posição do ranking geral, aparecem as lesões ou desgastes dos discos intervertebrais, como as hérnias de disco, que somaram 208.727 casos em 2025. Em seguida, surgem as fraturas de perna, responsáveis por 179.743 afastamentos no período.

Os dados também reforçam o impacto dos transtornos mentais e comportamentais na saúde do trabalhador. Ansiedade, episódios depressivos e outros agravos psicológicos ocuparam a quarta e a sexta colocação entre as principais causas de afastamento no ano.

A análise por gênero revela diferenças importantes. Entre as mulheres, a principal causa de afastamento foram as dores na coluna, com 121.586 registros, seguidas por transtornos ansiosos (118.517) e pelas lesões nos discos intervertebrais (98.305). Já entre os homens, o motivo mais frequente foram as fraturas de perna e tornozelo, que atingiram 116.235 trabalhadores, seguidas pela dorsalgia (115.527) e, em terceiro lugar, pelas hérnias e desgastes dos discos (110.422).

Especialistas apontam que fatores como postura inadequada, sedentarismo, sobrecarga física, além do estresse e da pressão no ambiente profissional, ajudam a explicar a recorrência desses problemas. O cenário acende um alerta para a necessidade de políticas de prevenção, ergonomia e saúde mental no mercado de trabalho brasileiro.



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