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Blue Monday: por que o “dia mais triste do ano” é mais mito do que verdade

Apesar da fama nas redes, a data não tem base científica e acende alertas importantes sobre saúde mental.

19/01/2026 - 16h00min

Reprodução
Blue Monday virou fenômeno cultural, apesar de não ter base científica.

A terceira segunda-feira de janeiro carrega um rótulo nada animador: o de “dia mais triste do ano”. Batizada de Blue Monday (“segunda-feira melancólica”, em tradução livre), a data viralizou mundo afora, mas a verdade é que ela tem muito mais cara de invenção do que de diagnóstico emocional coletivo.

A ideia surgiu a partir de uma campanha de marketing criada anos atrás e, com o tempo, acabou sendo incorporada ao imaginário popular. Desde então, todo mês de janeiro é a mesma história: sites, marcas e campanhas pipocam oferecendo soluções rápidas para espantar a tristeza, de aplicativos de meditação a produtos de autocuidado, como se todo mundo estivesse, obrigatoriamente, se sentindo para baixo naquele dia.

Especialistas lembram que o problema não é uma segunda-feira específica no calendário, mas a pressão constante para estar feliz, especialmente durante o verão. A estação costuma vir acompanhada de expectativas altas: energia lá em cima, agenda cheia, corpo perfeito e vida social ativa. Quando a realidade não acompanha esse roteiro, a frustração aparece.

Essa cobrança silenciosa pode pesar, e muito. Em pessoas que já enfrentam ansiedade, depressão ou maior vulnerabilidade emocional, esse tipo de discurso pode intensificar sentimentos de inadequação e piorar o bem-estar psicológico.

No fim das contas, a orientação dos profissionais é bem mais simples, e realista, do que qualquer fórmula mágica: respeite seus limites, desconfie de promessas prontas de felicidade e, se o peso estiver grande demais, procurar ajuda especializada é sempre um bom caminho.

Nem toda segunda precisa ser azul. E tá tudo bem não estar bem o tempo todo.


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