
Após a desistência de Pedro Henrique Espíndola do Big Brother Brasil 26, o caso ganhou novos desdobramentos fora da casa mais vigiada do país. A Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Jacarepaguá, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro, abriu um procedimento para investigar o episódio como importunação sexual.
De acordo com a Polícia Civil, imagens do programa serão analisadas e o ex-participante deverá ser chamado para prestar depoimento nos próximos dias. O objetivo é esclarecer os fatos e entender o contexto da situação envolvendo a participante Jordana.
O episódio veio à tona após Pedro procurar o confessionário e relatar o ocorrido, admitindo que interpretou de forma equivocada uma interação com a colega de confinamento. Em seu depoimento, ele afirmou ter tentado beijá-la sem que houvesse consentimento claro.
“Eu achei que tinha sido recíproco, mas pelo que vi depois, era coisa da minha cabeça”, disse o ex-brother.
O que caracteriza importunação sexual
Segundo a legislação brasileira, a importunação sexual ocorre quando há ato libidinoso sem consentimento, independentemente de contato físico mais explícito ou violência. A pena prevista pode chegar a até cinco anos de prisão, dependendo da gravidade e das circunstâncias do caso.
Especialistas reforçam que a análise leva em conta o contexto, a ausência de consentimento e o impacto da situação sobre a vítima, elementos que agora fazem parte da apuração conduzida pela Deam.
Logo após a desistência de Pedro, o apresentador Tadeu Schmidt comunicou o público ao vivo e destacou que o programa ofereceu acolhimento à participante envolvida. A produção do reality reforçou que mantém protocolos rígidos para lidar com situações desse tipo e que colabora com as autoridades sempre que necessário.

