Inverno 2026: 5 hábitos que todo gaúcho adota quando o frio chega ao Rio Grande do Sul
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Inverno 2026: 5 hábitos que todo gaúcho adota quando o frio chega ao Rio Grande do Sul

Do fogão a lenha à bergamota no sol da tarde, algumas tradições resistem ao tempo e voltam com força sempre que as temperaturas começam a cair.

21/06/2026 - 11h57min

Atualizada em: 21/06/2026 - 11h58min

O inverno 2026 começou oficialmente neste domingo, 21 de junho, trazendo de volta uma das estações mais características do Rio Grande do Sul. E junto com o frio, retornam também hábitos que fazem parte da identidade gaúcha.

Mesmo em tempos de streaming, delivery e inteligência artificial, existem costumes que continuam atravessando gerações. São pequenos rituais que transformam os dias gelados em experiências cheias de memória afetiva.

Se tu nasceu no Rio Grande do Sul, provavelmente já viveu alguns deles. E, se não viveu, talvez esteja na hora de conhecer.

Anápio Pereira/Divulgação
Inverno 2026: geada em São José dos Ausentes.

Inverno 2026: 5 hábitos da tradição gaúcha na estação mais gelada do ano

1. Acender o fogão a lenha (ou sentir saudade dele)

Poucas imagens representam tão bem o inverno gaúcho quanto um fogão a lenha aceso.

Mesmo que hoje ele seja menos comum nas cidades, muitas famílias ainda mantêm a tradição no interior ou em casas de campo. Mais do que uma fonte de calor, ele costuma ser o centro das conversas, do café passado na hora e das receitas típicas da estação.

E quem não tem um em casa quase sempre sente aquela nostalgia ao lembrar da chapa quente, da chaleira apitando e do cheiro da lenha queimando.

Jonathan Heckler/Agencia RBS

2. Comer bergamota no sol da tarde

Existe uma combinação mais gaúcha do que frio e bergamota?

Quando o inverno chega, também começa a temporada da fruta que gera debates até sobre o nome: bergamota, mimosa ou mexerica?

Independentemente da nomenclatura, o ritual é quase sagrado. Aproveitar um raro momento de sol, sentar na varanda ou no pátio e descascar uma bergamota continua sendo um dos hábitos mais tradicionais da estação.

Sérgio Baum/Arquivo Pessoal
Geada em São José dos Ausentes.

3. Assar ou cozinhar pinhão

O pinhão é praticamente um símbolo gastronômico do inverno no Sul do Brasil.

Cozido na panela de pressão, assado na chapa do fogão a lenha ou servido em receitas mais elaboradas, ele aparece em casas, feiras e encontros familiares durante os meses mais frios.

Além de saboroso, o alimento carrega uma forte conexão com a cultura regional e com as paisagens da Serra Gaúcha.

4. Tomar chimarrão para espantar o frio

Tem quem pense que o chimarrão é bebida de verão. O gaúcho discorda.

Quando a temperatura despenca, a cuia parece ficar ainda mais presente na rotina. Seja no trabalho, em casa ou durante uma caminhada ao ar livre, o mate quente ajuda a aquecer o corpo e também funciona como convite para uma boa conversa.

No inverno, o ritual ganha ainda mais significado.

Cristiano Freitas/G1

5. Reunir a família para um prato bem quente

Pode ser sopa de capeletti, carreteiro, feijoada, entrevero ou um clássico arroz de carreteiro. O importante é que esteja fumegando.

O inverno gaúcho costuma aproximar as pessoas da cozinha e da mesa. As refeições ficam mais demoradas, os encontros mais frequentes e o frio acaba servindo como desculpa perfeita para reunir amigos e familiares.

É uma tradição que vai além da comida: trata-se de convivência.

O inverno é quase um estado de espírito

No Rio Grande do Sul, o inverno nunca é apenas uma estação do ano.

Ele vem acompanhado de sabores, cheiros, paisagens e costumes que ajudam a construir a identidade do estado. São hábitos simples, mas que despertam lembranças de infância, encontros em família e momentos que parecem se repetir a cada ano.

E talvez seja justamente isso que torne o inverno gaúcho tão especial: a capacidade de transformar o frio em aconchego.


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