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Bedazzling: entenda a tendência das pedrinhas que voltou com Kylie Jenner e está colocando brilho em tudo

A estética que marcou os anos 2000 reapareceu nas redes sociais e agora invade unhas, maquiagem, acessórios, objetos e até bolos de aniversário

11/09/2026 - 14h55min

Atualizada em: 11/09/2026 - 14h56min

Uma foto de um bolo de aniversário de Kylie Jenner foi suficiente para colocar uma tendência antiga novamente no centro das conversas sobre moda e comportamento. Na comemoração dos 29 anos da empresária, um dos bolos chamou atenção pelas aplicações coloridas que cobriam a cobertura branca como se fossem pequenas pedras preciosas.

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@kyliejenner no Instagram

O detalhe combina com uma tendência que vem aparecendo cada vez mais nas redes sociais: o bedazzling. A palavra define a prática de decorar superfícies com strass, cristais, pedrarias e outros elementos brilhantes. A técnica pode aparecer em roupas e acessórios, mas a onda atual vai muito além da moda.

Capinhas de celular, fones de ouvido, copos, produtos de beleza, livros, unhas e até itens de decoração estão ganhando novas versões com pedrinhas. Em alguns casos, a customização é pontual. Em outros, a intenção é justamente exagerar.

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@kyliejenner no Instagram

O que significa bedazzling?

O termo bedazzling é usado para descrever a aplicação de elementos brilhantes em uma superfície com o objetivo de decorá-la. A ideia não nasceu nas redes sociais e tampouco começou com Kylie Jenner.

A técnica tem uma longa relação com a customização de roupas e acessórios. Nos anos 2000, o strass aparecia em jeans, bolsas, camisetas, celulares e peças que ajudaram a definir a estética da época. Logotipos cravejados, acessórios brilhantes e aplicações em roupas faziam parte do visual associado ao chamado McBling, uma estética de moda e estilo de vida extravagante, brilhante e maximalista, diferente do Y2K, que tem referências futuristas.

Agora, a mesma linguagem retorna em um contexto diferente. Em vez de aparecer apenas no look, o brilho pode ser levado para praticamente qualquer objeto.

É daí que surgem expressões como gem-maxxing e whimsymaxxing, utilizadas nas redes para falar dessa busca por acrescentar cada vez mais elementos decorativos ao que antes seria considerado comum.

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E onde entra a Kylie Jenner nessa história?

A participação de Kylie na conversa não aconteceu porque ela criou o bedazzling, obviamente. A empresária ajudou a dar visibilidade a uma estética que já vinha circulando entre criadores de conteúdo e fãs de referências dos anos 2000.

O bolo de seu aniversário se tornou um dos exemplos mais comentados porque resume bem a proposta atual. Em vez de usar as pedrarias apenas em roupas ou acessórios, a decoração apareceu em um objeto inesperado e transformou um elemento tradicional da festa em parte da estética.

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@kyliejenner no Instagram

A escolha também conversa com o histórico de Kylie com a moda e a beleza. Ao longo dos anos, a empresária ajudou a popularizar diferentes tendências por meio de suas aparições e das imagens que compartilha nas redes.

Por isso, quando ela surge com uma referência que estava ganhando força de forma mais restrita, o alcance pode ser muito maior. No caso do bedazzling, o efeito foi colocar ainda mais atenção em uma prática que já estava sendo redescoberta.

O brilho tem tudo a ver com os anos 2000

O retorno do bedazzling não acontece isoladamente. Ele acompanha uma reaproximação cada vez maior com a estética dos anos 2000, período em que o strass ocupava um espaço importante na cultura pop.

Naquela época, a pedraria aparecia em calças de cintura baixa, bolsas, celulares, óculos e camisetas. Artistas como Paris Hilton, Mariah Carey e Lil' Kim ajudaram a consolidar uma imagem em que brilho e excesso faziam parte do visual.

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A geração que cresceu vendo essas referências agora revisita esse repertório. Ao mesmo tempo, quem era criança ou nem havia nascido naquele período encontra nos arquivos da cultura pop uma estética que parece nova.

É um movimento comum na moda: elementos de uma determinada época retornam, mas ganham novas aplicações quando encontram outro contexto cultural.

No bedazzling de 2026, isso significa que o strass não precisa estar necessariamente em uma calça ou em uma bolsa. Ele pode aparecer no objeto que está ao lado do computador, no estojo de maquiagem ou no copo usado todos os dias.

Da roupa para o celular, da maquiagem para a decoração

Talvez a principal diferença entre o bedazzling atual e sua versão mais conhecida dos anos 2000 esteja na quantidade de superfícies disponíveis.

As redes sociais transformaram objetos cotidianos em parte da estética pessoal. Capas de celular, fones, garrafas e acessórios aparecem constantemente em fotos e vídeos. Decorá-los passou a ser outra maneira de mostrar gosto e personalidade.

Na beleza, o movimento aparece principalmente com gemas na maquiagem e unhas decoradas com pedrarias. Pequenos cristais podem ser colocados próximos aos olhos, acompanhando um delineado ou criando pontos de luz no rosto.

Nas unhas, a técnica permite desde uma aplicação pequena até uma composição completamente coberta por pedras.

O mesmo raciocínio chegou aos objetos da casa. Espelhos, caixas, móveis e outros elementos podem receber aplicações e ganhar uma aparência mais próxima de uma peça decorativa.

Depois de um período em que o minimalismo dominou boa parte das conversas sobre moda, beleza e decoração, o retorno de elementos mais ornamentados não chega exatamente como uma surpresa.

A estética clean, os tons neutros e a ideia de reduzir informações visuais continuam existindo. Mas dividir espaço com eles agora é uma vontade crescente de experimentar mais com cor, textura e decoração.

Bedazzling pode ajudar na saúde mental, afirmam especialistas

A relação entre atividades manuais e bem-estar ganhou espaço nas discussões sobre o retorno dos hobbies analógicos. E o bedazzling entrou nessa conversa.

Em uma reportagem da TIME, a arteterapeuta e conselheira profissional Allie Joy explica que a atividade pode proporcionar benefícios relacionados à concentração, criatividade e regulação emocional. Segundo a profissional, o movimento repetitivo de selecionar uma pedra, posicioná-la e repetir o processo pode ter um efeito relaxante.

Existe também uma questão de atenção. Para colocar dezenas de pequenas peças em uma superfície, é preciso observar o que está sendo feito. Esse tipo de atividade pode criar um intervalo em relação ao fluxo constante de notificações e estímulos das telas.

A prática também não exige que a pessoa tenha experiência artística. Escolher cores, criar uma composição e decidir onde cada pedra ficará já envolve um processo criativo.

Isso não significa que bedazzling seja tratamento para questões de saúde mental. A ideia é outra: assim como outros hobbies manuais, ele pode funcionar como uma atividade prazerosa para ocupar as mãos, estimular a criatividade e criar momentos de concentração.

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Kylie Jenner levou a tendência para o bolo de aniversário. As redes sociais espalharam a ideia para celulares, unhas, maquiagem e objetos. E os anos 2000 forneceram boa parte do repertório visual.



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