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Nicole Silveira: a gaúcha que redefiniu o skeleton brasileiro

De enfermeira e multiatleta a pioneira olímpica e recordista do esporte de velocidade no gelo

15/02/2026 - 10h38min

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Nicole Silveira é gaúcha e representa o Brasil nas Olímpiadas

Nascida em Rio Grande (RS) em 7 de maio de 1994, Nicole Rocha Silveira se tornou a principal referência do Brasil no skeleton, modalidade de esportes de inverno em que atletas descem a pistas de gelo a mais de 130 km/h de bruços em um trenó individual. Apesar de brasileira, Nicole vive no Canadá desde os 7 anos, onde começou a desenvolver sua carreira esportiva e consolidou sua trajetória no skeleton.

Tragetória no esporte

Antes de se encontrar no gelo, Nicole foi uma verdadeira atleta polivalente: praticou dança, ginástica artística, vôlei e futebol, modalidade em que competiu por cerca de dez anos e até conquistou bolsa de estudos.

Ela também chegou a competir como fisiculturista antes de descobrir o skeleton em 2018, após uma breve experiência no bobsled. Paralelamente ao esporte, Nicole é enfermeira, chegando a conciliar sua formação e estágio com treinos intensos.

Medalhas e consolidação internacional

A estreia de Nicole nos Jogos Olímpicos de Inverno aconteceu em 2022, em Pequim, onde terminou em 13º lugar no skeleton, o melhor resultado brasileiro da história na modalidade e um dos maiores desempenhos de um atleta do país em esportes de neve até então.

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Nicole Silveira soma conquistas no Skeleton.

Desde então, sua carreira só ganhou força. Em 2025, Nicole escreveu um dos capítulos mais impressionantes do esporte brasileiro ao conquistar o quarto lugar no Campeonato Mundial de Skeleton, realizado em Lake Placid (Estados Unidos), o melhor resultado de um atleta do Brasil em mundiais de esportes olímpicos de inverno.

Além disso, a gaúcha coleciona medalhas em etapas da Copa do Mundo, incluindo três bronzes, feitos que a tornaram a primeira brasileira a subir ao pódio em competições de inverno olímpico. Em janeiro de 2026, ela voltou a conquistar bronze na etapa da Copa do Mundo em St. Moritz, na Suíça, consolidando sua evolução e mantendo-se entre as melhores do circuito mundial diante de concorrentes tradicionais da modalidade.

Nicole também soma títulos em outras competições internacionais: conquistou o título pan-americano de skeleton em 2025 e diversas medalhas na Copa América e em circuitos continentais, reforçando sua consistência ao longo de temporadas completas de competição.

Representatividade além das pistas

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Nicole Silveira e a esposa Kim Meylemans.

Fora das pistas, Nicole é uma voz importante no esporte. Ela é abertamente bissexual e compartilha sua vida com a também atleta de skeleton Kim Meylemans, com quem já dividiu pódio em competições internacionais, um momento simbólico para a representatividade no esporte.

Milão-Cortina 2026: maturidade e protagonismo

Em Milão-Cortina 2026, Nicole chega não apenas como participante, mas como uma das maiores esperanças brasileiras no gelo. Sua trajetória reúne recordes, superações e um crescimento técnico consistente que reposiciona o Brasil no mapa do skeleton mundial.

Se antes a presença brasileira era vista como simbólica, agora há expectativa real de disputa. E muito disso passa pela gaúcha que transformou velocidade em legado.



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