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Brasil no gelo: quem são os atletas que defendem o país em Milão-Cortina 2026

Delegação recorde reúne veteranos olímpicos, jovens promessas e atletas com trajetória internacional nos Jogos de Inverno na Itália

14/02/2026 - 12h25min

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Atletas desfilaram com a bandeira do Brasil na abertura dos Jogos Olímpicos de inverno.

Entre 6 e 22 de fevereiro, o Brasil escreve um novo capítulo na sua história olímpica. Os Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026 marcam a maior delegação brasileira já enviada à competição: são 14 atletas (além de um reserva), um crescimento de 40% em relação a Jogos Olímpicos de Inverno Pequim 2022.

Distribuídos em cinco modalidades (esqui alpino, esqui cross-country, snowboard, skeleton e bobsled) os brasileiros encaram não apenas a neve europeia, mas também um desafio logístico: as provas acontecem em cidades como Bormio, Livigno, Tesero e Cortina d’Ampezzo, separadas por até 400 km.

Entre atletas nascidos no Brasil e nomes que cresceram em países com tradição em esportes de inverno, a delegação mistura experiência olímpica, histórias de superação e apostas para o futuro.

Conheça os atletas que representam o Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026

Atletas do Bobsled

O bobsled segue como uma das modalidades mais emblemáticas da participação brasileira no gelo.

Edson Bindilatti é praticamente sinônimo da modalidade no país. Baiano e ex-atleta do atletismo, ele disputou suas primeiras Olimpíadas em 2002 e soma participações em 2006, 2014, 2018 e 2022, uma figurinha carimbada que lidera a equipe com experiência.

Davidson de Souza (Boka), 31 anos, vive uma trajetória marcada por viradas. Após defender o Brasil em 2014, mudou-se para o Canadá, obteve cidadania e integrou uma das seleções mais fortes do mundo. No fim de 2024, decidiu retornar ao Brasil, mas enfrentou um grave acidente durante um treino no Canadá, quando dois trenós colidiram frontalmente.

Rafael Souza, 29 anos, é carioca e já tem experiência olímpica no currículo: ele representou o Brasil nos Jogos de Inverno de 2018. Integrante constante da equipe nacional de bobsled, chega a Milão-Cortina com bagagem internacional e foco em consolidar o país entre as potências emergentes da modalidade.

Luís Bacca, 28 anos, nasceu em São Paulo e foi recrutado para a equipe brasileira de bobsled em 2021. Desde então, vem se desenvolvendo dentro do ciclo olímpico e ganhando espaço em competições internacionais, fortalecendo a profundidade do time brasileiro.

Gustavo Ferreira, 23 anos, também paulista, fez a transição do atletismo para o gelo em 2019. O movimento deu resultado: ele se destacou no monobob juvenil e já competiu em etapas da Copa Europa e da Copa do Mundo, sendo um dos nomes da nova geração da modalidade.

Atletas do Esqui Alpino

O esqui alpino brasileiro chega forte e internacionalizado.

Lucas Pinheiro Braathen, filho de pai norueguês e mãe brasileira, passou a defender o Brasil em 2024 e rapidamente se consolidou entre os primeiros colocados do ranking da FIS nas provas de slalom e slalom gigante.

Christian Oliveira Soevik, 24 anos, nasceu no Rio de Janeiro, mas cresceu na Noruega. Competia pelo país europeu até decidir representar o Brasil a partir de 2025, mirando Milão-Cortina.

Nascido na Itália, Giovanni Ongaro, 22, também carrega raízes brasileiras por parte de mãe e compete em alto nível internacional.

E, fechando o time está Alice Padilha, carioca de 18 anos e atleta mais jovem da delegação. Após experiência nos Jogos da Juventude de 2024, ela chega como promessa para o futuro do esqui nacional.

Atletas de Esqui Cross-Country

No cross-country, modalidade que exige resistência extrema, o Brasil também marca presença.

Manex Silva, acreano de origem basca, mudou-se ainda criança para a Espanha. Em casa, mantinha o português como forma de preservar a conexão com o Brasil, que hoje representa nas pistas de neve.

Eduarda Ribera, 21 anos, já carrega bagagem olímpica: disputou os Jogos da Juventude de Lausanne 2020 e estreou na Olimpíada principal em 2022. Soma quatro participações em Campeonatos Mundiais entre 2017 e 2025.

Bruna Moura, 31 anos, completa o trio brasileiro na modalidade.

Atleta de Skeleton

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Nicole Silveira

No skeleton, o nome é um dos mais consistentes do país: Nicole Silveira, a gaúcha tem 31 anos. Ela migrou do bobsled para o skeleton em 2018 e desde então vem acumulando feitos inéditos para o Brasil: quarto lugar no Mundial de 2025 e três medalhas de bronze em etapas da Copa do Mundo.

Atletas de Snowboard

No snowboard, o Brasil aposta na mistura entre juventude e bagagem internacional.

Pat Burgener, 31 anos, nasceu na Suíça e competia pelo país até a temporada passada. Com mãe que cresceu no Brasil, oficializou a cidadania brasileira no início de 2025. Já foi finalista olímpico, terminou em sétimo no Campeonato Mundial e ocupa posição de destaque no ranking da Copa do Mundo.

Augustinho Teixeira, pouco mais de 20 anos, natural de Ushuaia (Argentina) e filho de mãe brasileira, disputa seus primeiros Jogos após figurar entre os 20 melhores do mundo em Mundial recente.

Mais do que números ou marcas históricas, a presença brasileira em Milão-Cortina 2026 simboliza um projeto que amadureceu. A delegação recorde reflete investimento, planejamento e uma conexão cada vez mais forte entre o Brasil e os esportes de inverno.


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