Escolher uma graduação envolve cada vez mais fatores: desde a área de interesse até o formato das aulas e a flexibilidade da rotina. Esse cenário ganhou novos contornos com a publicação do Decreto nº 12.456, em maio de 2025, que reorganiza a oferta dos cursos superiores a distância no Brasil e define com mais clareza os modelos de ensino permitidos.
A medida surge após um período de forte expansão da educação a distância e busca fortalecer a qualidade do ensino, além de estabelecer critérios mais objetivos para instituições e estudantes.
Para quem está avaliando opções de curso ou já está matriculado, entender essas mudanças pode fazer diferença na escolha e no planejamento acadêmico.

Novos formatos de ensino definidos por lei
O decreto formaliza três modalidades principais de graduação:
- Presencial: pelo menos 70% da carga horária com presença física
- Semipresencial: mínimo de 30% presencial e 20% em atividades síncronas (ao vivo), com acompanhamento de professor
- Educação a distância (EAD): ao menos 10% presencial e outros 10% em atividades presenciais ou síncronas
Além disso, algumas graduações passam a ter regras específicas. Cursos como Direito, Odontologia, Enfermagem e Psicologia deverão ser oferecidos exclusivamente no formato presencial. Já outras áreas da saúde e licenciaturas poderão funcionar apenas nos modelos presencial ou semipresencial.
Outro ponto importante é a obrigatoriedade de avaliações presenciais nas disciplinas a distância. Essas provas devem ter peso predominante na nota final e priorizar atividades que envolvam análise, síntese ou prática.
Mais clareza para quem vai escolher um curso
Na prática, o novo marco exige que o estudante observe com mais atenção o formato de cada graduação antes de se matricular. A decisão passa a envolver não apenas conveniência, mas também conformidade com as exigências legais e com as demandas da formação profissional.
Segundo a professora doutora Graziele Halmenschlager, assessora de Regulação Institucional da Unilasalle-RS, a mudança traz mais transparência ao sistema.
“O novo marco regulatório reforça a importância das atividades presenciais quando elas são essenciais para a formação. Para o estudante, isso significa mais segurança, com garantias objetivas de que sua graduação atende aos critérios técnicos e profissionais exigidos”, afirma.
Estrutura e qualidade passam a ter papel central
As novas regras também destacam a necessidade de instituições preparadas para oferecer experiências educacionais completas, especialmente em cursos que exigem laboratórios, práticas e estágios supervisionados.
Nesse contexto, universidades que já possuem estrutura consolidada e clareza pedagógica tendem a se adaptar com mais facilidade às exigências.
A Unilasalle-RS informa que já atua alinhada às diretrizes atuais, mantendo organização acadêmica e infraestrutura compatíveis com as demandas dos cursos presenciais e semipresenciais.
Cursos semipresenciais previstos para 2026
Para o primeiro semestre de 2026, a instituição confirma turmas semipresenciais em áreas como:
- Biomedicina
- Educação Física
- Farmácia
- Fisioterapia
- Nutrição
- Pedagogia
- Serviço Social
Os currículos combinam atividades presenciais, conteúdos online e práticas supervisionadas, modelo que atende às novas exigências regulatórias e busca equilibrar flexibilidade com vivência acadêmica.
Para Graziele, estar bem informado é parte fundamental da decisão.
“Em um cenário regulatório mais rigoroso, escolher uma instituição estruturada e transparente não é apenas uma preferência, mas uma questão de segurança acadêmica e profissional”, destaca.
Como saber mais
Quem quiser conhecer o portfólio completo de cursos e entender os formatos disponíveis pode acessar o site da instituição.

