Depois de alguns anos longe dos holofotes, a tradicional lista de mais bem vestidos da Vanity Fair está de volta. A edição de 2026 reúne nomes da música, cinema, moda, arte e arquitetura para destacar pessoas que, segundo a revista, ajudaram a movimentar a conversa sobre estilo ao longo do ano.
A seleção principal traz dez nomes escolhidos pela equipe da publicação após semanas de discussões e centenas de sugestões. Entre os destaques estão Teyana Taylor, Jacob Elordi, Louisa Jacobson, Michaela Coel, Frida Escobedo, Harry Styles, Paloma Elsesser, Hunter Schafer, Anna Weyant e Colman Domingo.
A revista também ampliou a seleção com categorias dedicadas a diferentes formas de expressão fashion. Há espaço para nomes que representam o futuro da moda, profissionais do setor, duplas de estilo, personalidades que mantêm uma assinatura ao longo dos anos e figuras reconhecidas pela originalidade.

Teyana Taylor
Teyana Taylor aparece como o primeiro nome da seleção de 2026. A cantora e atriz chamou a atenção da Vanity Fair pela relação com a alta-costura e por participar ativamente da construção dos próprios looks.
Entre as grifes associadas ao seu estilo estão Chanel, Tom Ford, Thom Browne, Schiaparelli e Ashi Studio. Para a revista, um dos momentos mais marcantes de Taylor no ano foi um casaco de organza da coleção Calvin Klein Collection, criado por Veronica Leoni, usado com diamantes da Tiffany & Co.
A artista também é conhecida pelo interesse por joias, couture e peças que valorizam a silhueta.

Jacob Elordi
Jacob Elordi aparece entre os principais nomes da seleção masculina. O ator australiano foi destacado pela capacidade de transitar entre peças de luxo e referências mais casuais.
Bottega Veneta e Cartier estão entre as marcas associadas ao seu guarda-roupa. A Vanity Fair também aponta o interesse do ator por workwear vintage, bolsas de luxo e elementos que dão uma aparência mais descontraída aos visuais.
Um dos looks escolhidos pela revista foi formado por um blazer feminino da Chanel, calça branca e sapatos derby pretos de couro.

Louisa Jacobson
Conhecida por trabalhos como atriz, Louisa Jacobson também entrou na seleção por sua maneira de explorar a alfaiataria. A artista transita entre ternos, vestidos e peças com referências mais dramáticas.
Tom Ford, Kallmeyer, Khaite e Eckhaus Latta aparecem entre as marcas relacionadas ao seu estilo. O look escolhido como destaque do ano foi uma criação de Dilara Findikoglu que mistura vestido e armadura, com moedas, alfinetes e outros elementos aplicados à peça.

Michaela Coel
Michaela Coel representa uma abordagem mais experimental dentro da lista. A atriz britânica foi reconhecida pelo uso de cores e volumes em produções que fogem do visual mais previsível dos tapetes vermelhos.
Givenchy, Schiaparelli e Loewe estão entre as grifes associadas à artista. Um dos looks mais lembrados pela revista foi composto por um top vermelho em veludo e uma calça violeta, assinados pela designer nova-iorquina Colleen Allen.

Frida Escobedo
A presença de Frida Escobedo chama atenção por outro motivo: ela não é atriz, cantora ou modelo. A mexicana é arquiteta e foi escolhida pela relação entre seu trabalho e sua maneira de vestir.
A Vanity Fair destaca seu interesse por minimalismo e linhas limpas. Gabriela Hearst e Bottega Veneta aparecem entre suas referências.
O look escolhido pela publicação mistura uma camiseta branca com uma saia laranja de franjas da Alaïa, criando uma composição que trabalha justamente com proporção e contraste.

Harry Styles
Harry Styles também está entre os dez mais bem vestidos de 2026. O cantor e ator continua explorando uma peça que já virou parte importante de seu repertório fashion: os shorts curtos.
Valentino, Dior, Celine, Prada e Adidas estão entre as marcas citadas pela revista. O destaque do ano foi um look da Charles Jeffrey Loverboy com shorts minúsculos, camisa branca, blazer e uma gravata de grandes proporções.
A escolha reforça uma característica que acompanha Styles há anos: a disposição para brincar com códigos tradicionalmente associados à alfaiataria masculina.

Paloma Elsesser
A modelo Paloma Elsesser aparece na lista por sua relação com peças de arquivo e pela maneira como combina referências de diferentes épocas.
Diotima, Marni e Alaïa estão entre as grifes associadas à modelo. Seu look mais marcante de 2026 foi usado no Met Gala e criado por Francesco Risso a partir de diferentes peças reaproveitadas das décadas de 1920 a 1940.
A escolha conversa com um movimento cada vez mais presente na moda atual: o interesse por arquivos, peças históricas e novas interpretações de roupas que já existiam.

Hunter Schafer
Hunter Schafer também aparece na lista principal. A atriz é reconhecida pela capacidade de transformar referências visuais em produções que se aproximam da estética de uma obra de arte.
Prada e Schiaparelli estão entre as marcas citadas pela Vanity Fair. Entre os destaques do ano está um vestido dourado semitransparente de Roberto Cavalli, coberto por paetês e aplicações.

Anna Weyant
A artista Anna Weyant completa a seleção feminina da lista principal. Seu estilo em 2026 foi marcado pela relação com as criações de Marc Jacobs.
A artista tem Nova York e Nashville como cidades de residência e aparece na lista associada exclusivamente ao designer. No Met Gala de 2026, Weyant usou um visual completo de Marc Jacobs que remetia ao universo de uma boneca.

Colman Domingo
Colman Domingo aparece como o último dos dez nomes da lista principal. O ator e diretor é conhecido por experimentar diferentes possibilidades dentro da moda masculina, passando por alfaiataria, brilho e peças com mais informação visual.
Valentino, Boucheron e Ralph Lauren estão entre as marcas associadas ao seu estilo. Para 2026, a Vanity Fair escolheu como destaque um terno risca de giz cinza-chumbo feito sob medida pela Jacquemus, acompanhado por um lenço de bolso oversized e um broche floral.

A Vanity Fair também escolheu os mais bem vestidos de outras categorias
A lista principal não é a única seleção apresentada pela revista. A edição de 2026 também reúne categorias que ampliam o conceito de quem pode ser considerado uma referência de estilo.
Entre elas está a seleção de personalidades que permanecem relevantes na moda ao longo dos anos. A categoria reúne nomes como Tom Ford, Dapper Dan, Tracee Ellis Ross, Nicole Kidman, Chloë Sevigny, Lauren Santo Domingo, Lenny Kravitz, Amy Fine Collins, Grace Jones e Lisa Eisner.
Tom Ford, por exemplo, aparece associado à própria trajetória na moda e à imagem dos ternos pretos perfeitamente ajustados. Grace Jones é lembrada por sua história como modelo e musa de Azzedine Alaïa. Já Nicole Kidman aparece novamente entre os nomes reconhecidos por sua presença nos grandes eventos de moda.
A revista também preparou listas de duplas, profissionais da indústria, novos nomes que podem dominar a moda nos próximos anos e personalidades consideradas especialmente originais.
Entre os destaques dessas categorias estão Zendaya e Law Roach, Mary-Kate e Ashley Olsen, Marc Jacobs, Miuccia Prada, Kendall Jenner, Rosalía, Björk e Spike Lee.
A seleção foi publicada pela Vanity Fair em 25 de agosto de 2026 e marca o retorno da Best Dressed List da revista nesta década.

