Algumas estampas nunca desaparecem de verdade. O chevron, conhecido pelo desenho em zigue-zague que forma uma sequência de V's, está novamente no radar da moda. Depois de aparecer com força em coleções de diferentes grifes, a padronagem retorna em 2026 com uma proposta bem diferente daquela que ficou popular em outras décadas.
A estampa aparece em vestidos, casacos, tricôs, conjuntos e acessórios. Em vez de depender apenas do contraste de várias cores, o novo chevron também surge em tons neutros, materiais texturizados e construções que fazem o desenho participar da própria estrutura da peça.
O que é a estampa chevron?
O chevron é uma padronagem geométrica formada por linhas contínuas em formato de V, criando o conhecido efeito de zigue-zague. O nome vem do francês e está relacionado justamente ao formato utilizado em elementos de construção.

Apesar de hoje ser facilmente associado à moda, o desenho é muito mais antigo. Registros do padrão aparecem em diferentes manifestações artísticas desde a Antiguidade, muito antes de ele chegar às passarelas.
Uma confusão comum é tratar chevron e espinha de peixe como a mesma estampa. Embora os dois desenhos sejam parecidos, existe uma diferença visual importante. No chevron, os Vs são contínuos e bem definidos. Já o herringbone, conhecido como espinha de peixe, é formado por pequenos segmentos diagonais que se encontram em sentidos alternados.
Missoni transformou chevron em um clássico
Quando o assunto é chevron na moda, é impossível não falar da Missoni. A grife italiana incorporou o zigue-zague ao seu DNA e ajudou a transformar a padronagem em uma de suas principais assinaturas.
A estética ficou especialmente conhecida pelas combinações de cores e pelos tricôs que exploravam diferentes espessuras e direções do desenho. O resultado ajudou a associar o chevron a uma moda de inspiração setentista, com bastante movimento e presença.
Por isso, quando a estampa volta ao radar, a Missoni continua sendo uma das principais referências. A diferença é que, agora, o zigue-zague aparece ao lado de outras interpretações.

A volta do chevron acompanha um movimento maior da moda atual: a retomada de referências que fizeram sucesso em décadas passadas, mas apresentadas com novas proporções, materiais e combinações.
O desenho também conversa com a busca por estampas gráficas. Depois de temporadas dominadas por padronagens florais, poás e diferentes versões de listras, os elementos geométricos encontram espaço novamente.
Em 2026, o chevron ganha uma leitura menos previsível. O desenho pode aparecer grande e bastante marcado ou surgir de maneira discreta em uma peça de tricô. Também pode ser construído pelo próprio tecido, em vez de simplesmente estampado sobre ele.
Chevron nas semanas de moda de 2026
A presença da padronagem nas coleções recentes mostra justamente essa mudança de linguagem.
Na Chanel, o chevron aparece em propostas de Outono/Inverno 2026 com uma leitura mais sóbria, explorando o tradicional tweed e tonalidades discretas. A casa já tinha histórico de utilizar o desenho em acessórios e agora leva a referência também para as roupas.

Na Fendi, a padronagem aparece combinada a outras formas geométricas. O encontro entre os desenhos cria um efeito visual que muda conforme a peça e o movimento do corpo.

A McQueen também aposta no recurso em sua coleção Pre-Fall 2026, com Vs maiores e bastante evidentes. Em algumas produções, o resultado conversa com referências dos anos 1960. Em outras, a proporção e o styling aproximam o chevron da estética Y2K.

O padrão também aparece no Verão 2027 da JW Anderson e em propostas masculinas da Dior Homme.
Como usar a estampa chevron nas roupas?
A boa notícia para quem quer aderir à tendência é que não existe uma única maneira de usar o chevron. O segredo está justamente em escolher a versão que conversa com o restante do guarda-roupa.
Em tricôs
O tricô talvez seja a forma mais clássica de levar a estampa para o look. A referência à Missoni deixa a produção imediatamente conectada à história da padronagem, mas modelos atuais podem fugir da tradicional mistura de cores.

Chevron em conjuntos
Outra maneira de atualizar o padrão é apostar em conjuntos de blusa e saia, top e calça ou outras combinações coordenadas.
Quando a mesma padronagem aparece nas duas peças, o zigue-zague ganha ainda mais força visual. Para equilibrar, acessórios de linhas simples ajudam a deixar a produção menos carregada.

Chevron em acessórios
Não precisa começar por um look inteiro. Bolsas, gorros e outros acessórios são uma maneira simples de experimentar a tendência.
Uma bolsa em chevron, por exemplo, pode transformar uma produção básica com jeans e uma peça de alfaiataria. Já um acessório colorido pode funcionar como ponto de contraste em um visual predominantemente neutro.

Quem acompanhou a popularidade do chevron na década de 2010 pode reconhecer imediatamente o desenho, mas a estética mudou.
Naquela época, a padronagem aparecia frequentemente em combinações muito coloridas e em propostas que exploravam bastante o lado divertido do zigue-zague. Agora, as passarelas mostram uma vontade de sofisticar o recurso.
O desenho aparece em tecidos mais encorpados, relevo, tweed, tricô e combinações de cores mais contidas. Também ganha proporções maiores e pode ser incorporado à construção da roupa.

