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Do verão de Dua Lipa ao street style: a bandana voltou para ficar

O acessório que marcou os anos 90 reaparece repaginado e mostra que pode ir muito além do clássico lenço paisley

07/09/2026 - 13h10min

A bandana pode até carregar uma boa dose de nostalgia, mas seu retorno à moda em 2026 está longe de repetir exatamente o que já vimos nas décadas passadas. O acessório que marcou os anos 1990 e 2000 reapareceu em produções de celebridades, ganhou espaço no street style e encontrou novas maneiras de entrar no guarda-roupa.

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O movimento começou a chamar atenção durante o verão no Hemisfério Norte. Em viagens, festivais e ruas de capitais da moda, lenços e bandanas passaram a dividir espaço com outros acessórios de cabelo que já dominavam as produções. Em Copenhague, por exemplo, o acessório apareceu em diferentes propostas, combinando com as roupas ou funcionando como ponto de destaque em looks mais discretos.

A força da tendência também pode ser vista entre as celebridades. Dua Lipa incorporou a bandana aos looks de sua lua de mel na Itália, enquanto nomes como Zendaya, Gigi Hadid e outras fashionistas apareceram usando lenços na cabeça em produções que passam longe da estética rocker que costuma ser associada à peça.

E talvez esteja aí a principal diferença desta nova fase: a bandana não precisa mais ter uma única personalidade.

A bandana voltou para ficar?

Ainda é cedo para dizer se qualquer tendência veio para ficar, mas a bandana tem alguns elementos que jogam a seu favor. O primeiro é a versatilidade. Um mesmo lenço pode ser usado na cabeça, no pescoço, preso à bolsa ou incorporado ao próprio look.

O segundo é a capacidade de conversar com diferentes estéticas. A mesma peça pode acompanhar um vestido leve de inspiração mediterrânea, uma combinação de camiseta e jeans ou uma produção com referências boho.

Também existe um fator prático. Em dias quentes, a bandana funciona como acessório e ajuda a proteger a cabeça do sol. No cabelo, pode ainda ser uma alternativa para aqueles dias em que prender os fios parece a melhor solução.

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O resultado é um acessório fácil de adaptar, especialmente para quem quer experimentar uma tendência sem precisar renovar o guarda-roupa inteiro.

A versão mais conhecida continua existindo. O tradicional lenço quadrado com estampa paisley ainda aparece em produções, principalmente quando a intenção é resgatar referências dos anos 1990.

Mas a temporada trouxe outras possibilidades. Bandanas de seda, linho, renda e crochê ampliaram o repertório e ajudaram a afastar o acessório da imagem de peça exclusivamente casual.

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O crochê, por exemplo, aproxima a bandana da estética boho que voltou a ganhar espaço na moda. Já os modelos de seda podem acompanhar produções mais sofisticadas, enquanto versões em tons neutros funcionam de maneira mais discreta.

Até a estampa mudou de papel. O paisley continua sendo um clássico, mas divide espaço com flores, cores lisas e desenhos que transformam o lenço em um verdadeiro ponto de interesse do visual.

Inspiração das nonnas italianas

Uma das leituras mais interessantes do retorno da bandana vem da estética mediterrânea. Durante o verão europeu de 2026, a chamada inspiração das nonnas italianas ganhou espaço nas redes sociais e entre as celebridades.

A ideia recupera elementos associados ao estilo das mulheres italianas mais velhas, como camisas de linho, vestidos leves, lenços e acessórios usados de maneira prática. A bandana entra justamente nesse cenário, trazendo uma referência vintage sem precisar reproduzir literalmente um visual de outra época.

Dua Lipa ajudou a colocar essa leitura em evidência. Durante a lua de mel na Itália, a cantora apareceu usando diferentes bandanas na cabeça, combinadas a peças claras e looks que tinham a cara de férias no Mediterrâneo.

A imagem ajuda a explicar por que o acessório voltou a chamar atenção: ele funciona muito bem com a estética de verão, mas pode ser adaptado para outras temporadas.

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O paisley também voltou

Falar de bandana em 2026 é também falar de paisley. A estampa em formato de gota, marcada por arabescos e desenhos curvos, tornou-se uma das principais referências associadas ao acessório.

Sua história, porém, começa muito antes da bandana. O motivo tem raízes no padrão boteh, ligado à Pérsia e à região da Caxemira. Com a circulação de tecidos entre Oriente e Europa, o desenho ganhou espaço nos xales de caxemira e posteriormente passou a ser reproduzido pela indústria têxtil europeia.

O nome paisley veio da cidade escocesa de Paisley, que se tornou conhecida pela produção de tecidos com esse tipo de desenho.

Ao longo do século XX, a estampa passou por diferentes movimentos culturais. Apareceu na estética psicodélica dos anos 1960, foi incorporada por artistas da música e ganhou novas associações com o rock, o western e o hip-hop.

Hoje, o paisley retorna justamente por sua capacidade de mudar de contexto. Pode aparecer em uma bandana clássica, mas também em vestidos, camisas, saias, bolsas e outras peças.

Como usar bandana em 2026?

A forma mais óbvia continua sendo na cabeça, mas está longe de ser a única.

Bandana como lenço na cabeça

A amarração tradicional ganhou novas interpretações. Uma possibilidade é dobrar a peça em triângulo e prendê-la sob o cabelo, deixando uma parte do tecido aparente na nuca.

Outra opção é transformar o lenço em uma faixa comprida e usá-lo como tiara. O efeito fica mais discreto e combina facilmente com roupas do dia a dia.

Para quem quer uma produção com referência retrô, também vale apostar na bandana cobrindo parte da cabeça e deixar o cabelo solto.

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Bandana com vestido

Vestidos leves formam uma das combinações mais fáceis para testar a tendência. A roupa pode ser neutra e deixar o acessório concentrar a atenção, ou a produção pode trabalhar com estampas coordenadas.

Modelos de seda ajudam a levar a bandana para um resultado mais sofisticado, enquanto peças de algodão e crochê reforçam a inspiração de verão.

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Bandana com jeans

Aqui entra uma das maneiras mais simples de trazer o acessório para a rotina.

Jeans e camiseta criam uma base conhecida, enquanto a bandana adiciona cor ou estampa ao visual. O resultado pode variar bastante de acordo com o tecido e a forma de amarração.

Uma bandana paisley vermelha, por exemplo, cria uma leitura mais nostálgica. Já um modelo preto ou creme deixa a produção mais contida.

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Bandana no pescoço

O lenço também pode substituir o colar em uma produção. Dobrado em uma faixa fina e amarrado no pescoço, cria uma referência às gargantilhas, enquanto a versão triangular traz uma estética mais clássica.

É uma boa alternativa para atualizar combinações com camisa branca, regata ou camiseta básica.

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Bandana na bolsa

Quem ainda não quer usar o acessório no cabelo pode começar por aqui.

Amarrar a bandana em uma das alças da bolsa transforma o lenço em um detalhe de styling. A escolha da estampa pode criar contraste com uma bolsa neutra ou estabelecer uma ligação de cor com o restante da roupa.

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Bandana como top

O lenço também pode ser transformado em top, uma proposta que aparece com frequência nas referências de verão. Nesse caso, o tamanho do tecido e a forma de amarração fazem toda a diferença.

A ideia funciona especialmente bem em produções de férias, combinada a calças de cintura alta, saias ou peças de alfaiataria.

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A bandana já esteve ligada ao universo do rock, ao hip-hop e ao streetwear. Nos anos 1990, nomes como Tupac Shakur ajudaram a consolidar uma de suas imagens mais reconhecíveis na cultura pop. Antes disso, artistas e figuras públicas de outras décadas também haviam incorporado o lenço à própria identidade.

Agora, a referência dominante parece ser outra. A bandana aparece ao lado de vestidos fluidos, peças de linho, biquínis e acessórios dourados, muito mais próxima de uma fantasia de férias italianas do que de um figurino de show de rock.

Isso não significa que uma versão substituiu a outra. A graça da tendência está justamente na possibilidade de escolher qual referência faz sentido para cada produção.



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