O ciclo da moda continua encontrando inspiração na dança. Depois do sucesso das sapatilhas de balé, das versões Mary Jane e da onda das sneakerinas, um novo modelo começa a ganhar espaço nas passarelas, no street style e nas redes sociais: o sapato de jazz.
Conhecido internacionalmente como jazz shoe, o calçado une conforto, visual minimalista e uma pegada vintage que conversa com uma das maiores estéticas do momento. O resultado é um modelo discreto, fácil de combinar e que já desponta como uma das principais tendências do inverno 2026.

O que é o sapato de jazz?
Criado originalmente para apresentações e aulas de dança, o sapato de jazz foi desenvolvido para oferecer mobilidade e leveza aos pés. Normalmente confeccionado em couro macio, ele tem solado fino, formato ajustado e uma amarração curta sobre o peito do pé.
O desenho lembra alguns clássicos da moda, como o oxford e o derby, mas aparece em uma versão mais delicada e flexível. Essa mistura entre referências masculinas e linhas minimalistas ajuda a explicar por que o modelo chamou a atenção das grandes marcas.
Outro detalhe que pesa a favor é o conforto. Como nasceu para acompanhar movimentos constantes, o jazz shoe oferece uma experiência diferente dos calçados estruturados, sem abrir mão da elegância.
Como o jazz shoe virou tendência em 2026?
Embora o modelo exista há décadas e tenha vivido momentos de popularidade nos anos 1970 e 1980, o retorno ganhou força em 2026.
Grande parte desse movimento aconteceu depois que a Celine apresentou o sapato na coleção Resort 2026, primeira assinada pelo diretor criativo Michael Rider. Pouco tempo depois, o modelo voltou a aparecer na coleção primavera/verão da marca, reforçando que não se tratava de uma aposta isolada.
A tendência rapidamente atravessou as passarelas. Grifes como Bottega Veneta, MM6 Maison Margiela, Wales Bonner, Dries Van Noten e Jil Sander também exploraram interpretações do calçado, mostrando que o universo da dança continua influenciando a moda contemporânea.
As celebridades já aprovaram
Como acontece com quase toda tendência que explode na internet, bastaram algumas aparições para o jazz shoe ganhar ainda mais força.
Charlize Theron foi fotografada em Nova York usando um modelo branco combinado com vestido e sobretudo, enquanto Lily Collins escolheu o calçado para acompanhar partidas de Roland Garros, em Paris.
Já Harry styles tem usado modelos semelhantes em eventos e sobre tudo em cima dos palcos da Together, Together tour.

Os looks ajudaram a mostrar que o modelo funciona muito além das passarelas e pode fazer parte de produções para diferentes ocasiões.
Por que o sapato de jazz está conquistando tanta gente?
O sucesso do jazz shoe acompanha um movimento que já vinha crescendo na moda: a preferência por calçados baixos, confortáveis e versáteis.
Em vez de apostar apenas em tênis ou sapatilhas, muitas produções agora incorporam modelos que equilibram praticidade e informação de moda.
Entre os motivos que explicam o sucesso do sapato de jazz estão:
- conforto para usar durante o dia inteiro;
- visual minimalista;
- inspiração retrô sem parecer datado;
- facilidade para combinar com diferentes estilos;
- proposta sofisticada sem recorrer ao salto.
É justamente essa versatilidade que faz o modelo aparecer tanto em produções casuais quanto em looks mais elegantes.
Como usar o sapato de jazz no inverno 2026
O jazz shoe funciona como uma peça curinga no guarda-roupa. Dependendo da combinação, ele pode deixar o visual clássico, contemporâneo ou até com uma estética inspirada no balletcore.
Com alfaiataria
Blazers amplos, calças de corte reto e conjuntos de alfaiataria ganham um toque mais leve quando aparecem ao lado do sapato de jazz. É uma alternativa para quem costuma usar mocassins ou tênis.
Com jeans
Jeans retos, modelagens amplas e barras dobradas criam um visual descomplicado. Uma camiseta básica, tricô ou camisa oversized completam a produção sem esforço.
Com vestidos e saias
Vestidos fluidos, saias midi e peças de inspiração retrô conversam naturalmente com o formato delicado do calçado. O resultado lembra a estética da dança, mas sem parecer fantasia.

