Se você piscou durante o Met Gala 2026, talvez tenha perdido um dos capítulos mais interessantes da noite: as unhas. Em um evento que já é conhecido por exageros calculados, 2026 trouxe as trends direto par as escadarias da noite da moda.
Com o tema “Fashion Is Art”, o recado ficou claro: não bastava vestir arte, era preciso incorporar. E foi aí que as mãos entraram para jogo. Entre referências a pinturas clássicas, efeitos tridimensionais e acabamentos que refletem luz como joia, as nail arts fizeram parte de grande parte dos looks.
Arte literal nas mãos
Se teve uma ideia que dominou a noite, foi essa: unhas como extensão da obra.
Emma Chamberlain apareceu com dedos transformados em pequenas pinturas, com pinceladas que imitavam quadros a óleo e dialogavam diretamente com o look. Já Tessa Thompson apostou em um efeito de tinta escorrendo, criando uma estética quase surreal, como se a arte ainda estivesse “em processo”.


3D, aplicações e textura
Parece que o minimalismo começou a dividir o seu espaço.
Naomi Watts trouxe unhas com flores em 3D minuciosamente esculpidas, criando um efeito visual que parecia sair diretamente do vestido. Já Lisa levou o brilho ao extremo com cristais e um acabamento “gelado”, quase como gelo triturado sobre as mãos. Outras estrelas aderiram a tendência como Doechii e Doja Cat.
As aplicações deixaram de ser só detalhe e viraram estrutura. É o tipo de manicure que você observa duas vezes, ou mais.
Chrome, metálico e “iced nails”
Se existiu uma tendência dominante, foi o efeito espelhado. A Atlântida já tinha te contado que essa era a tendência da estação, e as mãos da moda comprovaram.
Ashley Graham foi além das unhas e levou o chrome para os dedos, criando um visual contínuo, quase como uma escultura metálica. Enquanto isso, versões mais suaves, como o “vanilla chrome”, apareceram em produções mais discretas, provando que o acabamento metálico pode ser versátil.
O tal do “iced nails”, com partículas que refletem a luz de forma difusa, apareceu como evolução direta do chrome. Menos óbvio, mais etéreo.
Francesinha reinventada
A clássica francesinha ganhou uma releitura digna de exposição. O que já te contamos por aqui também.
Sabrina Carpenter apostou em uma versão conceitual inspirada no próprio figurino, com detalhes que remetiam a película de filme. Outras versões surgiram invertidas, metalizadas ou combinando tons contrastantes.
A lógica aqui é simples: manter a base clássica, mas brincar com execução e acabamento.
Tons intensos
Nem tudo foi maximalismo em textura, a cor também falou alto.
Vermelhos profundos, tons de cereja e nuances de vinho apareceram como escolha estratégica para quem queria impacto sem precisar de nail art elaborada. É aquele tipo de esmalte que carrega presença sozinho. A atriz e modelo Cara Delevingne e a cantora Charlie XCX ostentaram os tons no tapete.
Clássico, mas longe de ser previsível.


Naked nails
No meio de tanta informação visual, o minimalismo também encontrou espaço, mas com estratégia.
Kendall Jenner e Margot Robbie apostaram em unhas quase invisíveis, com tons neutros, translúcidos e acabamento impecável.
Aqui, o destaque não está na cor ou no desenho, mas na perfeição. Cutícula alinhada, formato preciso e brilho sutil. É o tipo de estética que parece simples, mas exige técnica.
O Met Gala nunca é só sobre o agora, ele antecipa o que vem.
E olhando para 2026, algumas pistas são bem claras:
- O chrome continua, mas mais sofisticado;
- Texturas e aplicações seguem fortes, mas adaptadas pro dia a dia;
- O minimalismo evolui (menos básico, mais polido);
- Nail art ganha narrativa, não é só estética, é conceito;
As unhas não são complemento e si, parte essencial do styling. No Met Gala, onde cada detalhe é pensado, elas provaram que beleza também é discurso.

