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Unhas do Met Gala 2026: das minimalistas às surreais, essas nail arts são inspiração para a sua próxima manicure

Do nude “quiet luxury” ao efeito pintura em movimento, as nail arts provaram que o glamour começa (e termina) na ponta dos dedos

05/05/2026 - 18h21min

Se você piscou durante o Met Gala 2026, talvez tenha perdido um dos capítulos mais interessantes da noite: as unhas. Em um evento que já é conhecido por exageros calculados, 2026 trouxe as trends direto par as escadarias da noite da moda.

Com o tema “Fashion Is Art”, o recado ficou claro: não bastava vestir arte, era preciso incorporar. E foi aí que as mãos entraram para jogo. Entre referências a pinturas clássicas, efeitos tridimensionais e acabamentos que refletem luz como joia, as nail arts fizeram parte de grande parte dos looks.

Arte literal nas mãos

Se teve uma ideia que dominou a noite, foi essa: unhas como extensão da obra.

Emma Chamberlain apareceu com dedos transformados em pequenas pinturas, com pinceladas que imitavam quadros a óleo e dialogavam diretamente com o look. Já Tessa Thompson apostou em um efeito de tinta escorrendo, criando uma estética quase surreal, como se a arte ainda estivesse “em processo”.

Reprodução
Rede Atlântida

3D, aplicações e textura

Parece que o minimalismo começou a dividir o seu espaço. 

Naomi Watts trouxe unhas com flores em 3D minuciosamente esculpidas, criando um efeito visual que parecia sair diretamente do vestido. Já Lisa levou o brilho ao extremo com cristais e um acabamento “gelado”, quase como gelo triturado sobre as mãos. Outras estrelas aderiram a tendência como Doechii e Doja Cat.

As aplicações deixaram de ser só detalhe e viraram estrutura. É o tipo de manicure que você observa duas vezes, ou mais.

Chrome, metálico e “iced nails”

Se existiu uma tendência dominante, foi o efeito espelhado. A Atlântida já tinha te contado que essa era a tendência da estação, e as mãos da moda comprovaram. 

Ashley Graham foi além das unhas e levou o chrome para os dedos, criando um visual contínuo, quase como uma escultura metálica. Enquanto isso, versões mais suaves, como o “vanilla chrome”, apareceram em produções mais discretas, provando que o acabamento metálico pode ser versátil.

O tal do “iced nails”, com partículas que refletem a luz de forma difusa, apareceu como evolução direta do chrome. Menos óbvio, mais etéreo.

Francesinha reinventada

A clássica francesinha ganhou uma releitura digna de exposição. O que já te contamos por aqui também.

Sabrina Carpenter apostou em uma versão conceitual inspirada no próprio figurino, com detalhes que remetiam a película de filme. Outras versões surgiram invertidas, metalizadas ou combinando tons contrastantes.

A lógica aqui é simples: manter a base clássica, mas brincar com execução e acabamento.

Tons intensos

Nem tudo foi maximalismo em textura, a cor também falou alto.

Vermelhos profundos, tons de cereja e nuances de vinho apareceram como escolha estratégica para quem queria impacto sem precisar de nail art elaborada. É aquele tipo de esmalte que carrega presença sozinho. A atriz e modelo Cara Delevingne e a cantora Charlie XCX ostentaram os tons no tapete. 

Clássico, mas longe de ser previsível.

Reprodução
Charlie XCX
Reprodução

Naked nails

No meio de tanta informação visual, o minimalismo também encontrou espaço, mas com estratégia.

Kendall Jenner e Margot Robbie apostaram em unhas quase invisíveis, com tons neutros, translúcidos e acabamento impecável.

Aqui, o destaque não está na cor ou no desenho, mas na perfeição. Cutícula alinhada, formato preciso e brilho sutil. É o tipo de estética que parece simples, mas exige técnica.

O Met Gala nunca é só sobre o agora, ele antecipa o que vem.

E olhando para 2026, algumas pistas são bem claras:

  • O chrome continua, mas mais sofisticado;
  • Texturas e aplicações seguem fortes, mas adaptadas pro dia a dia;
  • O minimalismo evolui (menos básico, mais polido);
  • Nail art ganha narrativa, não é só estética, é conceito;

As unhas não são complemento e si, parte essencial do styling. No Met Gala, onde cada detalhe é pensado, elas provaram que beleza também é discurso.



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