As maiores superstições da história das Copas do Mundo
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As maiores superstições da história das Copas do Mundo

Conheça alguns dos rituais mais curiosos que já acompanharam jogadores e treinadores nos Mundiais

17/07/2026 - 12h47min

Quando a bola começa a rolar em uma Copa do Mundo, não é só o talento que entra em campo. Para muita gente, a superstição também joga.

Tem jogador que entra sempre com o pé direito, técnico que se recusa a trocar de roupa durante o torneio, seleção que evita mudar qualquer detalhe da rotina e até quem carrega um amuleto escondido por baixo da camisa. Pode parecer exagero, mas essas pequenas manias acompanham o futebol há décadas.

A explicação é simples: em um torneio decidido nos detalhes, qualquer gesto que passe a sensação de confiança acaba ganhando força. E a história das Copas está cheia de personagens que juravam que a sorte também fazia parte do time.

O treinador mais supersticioso da história

Se existe um símbolo da superstição no futebol, esse nome é Carlos Bilardo.

O técnico campeão do mundo com a Argentina em 1986 nunca escondeu que era extremamente supersticioso. Durante a campanha no México, evitava mudar qualquer detalhe da rotina quando o time estava vencendo.


Se um restaurante tivesse dado sorte, a delegação voltava ao mesmo lugar. Se o ônibus era o mesmo de uma vitória, ninguém queria trocar. Até as mudanças de quarto nos hotéis eram desencorajadas.

Anos depois, o próprio Bilardo admitiu, em entrevista à FIFA, que fazia questão de manter esses rituais durante a competição. Coincidência ou não, a Argentina levantou a taça com Diego Maradona brilhando.

David Cannon/Allsport
Carlos Bilardo e Maradona, na Copa do Mundo de 1986.

A barba campeã da França

A França também teve seu ritual na campanha do título mundial de 1998.

O zagueiro Laurent Blanc prometeu que não faria a barba enquanto a seleção permanecesse viva na Copa. Outros jogadores entraram na brincadeira e o visual acabou virando uma marca daquele elenco.

No fim das contas, ninguém precisou pegar a lâmina. A França venceu o Brasil por 3 a 0 na decisão e conquistou seu primeiro título mundial.

Reprodução/Pinterest
Zagueiro Laurent Blanc

Sempre com o pé direito

Essa talvez seja a superstição mais comum do futebol.

Diversos jogadores já contaram, ao longo dos anos, que fazem questão de entrar em campo sempre com o pé direito primeiro ou vestir o uniforme exatamente na mesma sequência antes de cada partida.

Não existe nenhuma prova de que isso mude o resultado de um jogo, mas repetir pequenos hábitos costuma trazer uma sensação de segurança em momentos de grande pressão.

Amuletos escondidos

Terços, escapulários, medalhas religiosas, fitinhas e objetos de familiares também fazem parte do universo das Copas.

Muitos jogadores entram em campo carregando pequenos amuletos presos às chuteiras, escondidos nas meias ou por baixo do uniforme. Mais do que superstição, esses objetos costumam representar uma ligação emocional com pessoas importantes.

No fim, cada um encontra sua própria maneira de entrar em campo mais confiante.

A superstição dá certo?

Provavelmente ninguém conseguirá responder essa pergunta.

A tecnologia evoluiu, o futebol ganhou GPS, análise de desempenho, inteligência artificial e VAR. Mas algumas tradições continuam exatamente como eram décadas atrás.

A superstição talvez nunca tenha decidido uma Copa do Mundo. Mas certamente continua fazendo parte da história delas (e seguirá).

A cobertura de Copa em Atlântida tem patrocínio de FATAL MODEL | HS CONSÓRCIOS | SNICKERS e apoio de FRANGOS NAT | KEEP COOLER.


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