Copa do Mundo tem um talento especial para criar protagonistas. A cada quatro anos, jogadores que pouca gente conhecia passam a ocupar capas de jornais, viram assunto nas redes sociais e fazem milhões de torcedores decorarem seus nomes.
Confere agora alguns personagens que talvez você nem lembra mais, mas que ajudaram a escrever capítulos inesquecíveis da história das Copas.

1. Keylor Navas, o rumo ao estrelato
Antes da Copa de 2014, Keylor Navas era conhecido principalmente por quem acompanhava o futebol espanhol. Depois do Mundial disputado no Brasil, virou um dos goleiros mais comentados do planeta.
Com atuações espetaculares, ele foi peça fundamental na campanha histórica da Costa Rica, que terminou na liderança de um grupo com Uruguai, Itália e Inglaterra, eliminou a Grécia nas oitavas e só caiu para a Holanda nos pênaltis, nas quartas de final.
O desempenho chamou a atenção do Real Madrid, que o contratou poucos meses depois. Na Espanha, Navas conquistou três títulos consecutivos da Liga dos Campeões como titular e entrou definitivamente para a história do clube.

2. Toto Schillaci, o artilheiro improvável
A Copa de 1990 apresentou ao mundo um atacante que nem era considerado titular absoluto da Itália. Salvatore “Toto” Schillaci começou o torneio no banco de reservas, mas terminou como artilheiro da competição, com seis gols.
Além da Chuteira de Ouro, foi eleito o melhor jogador daquele Mundial e virou um dos maiores símbolos da Copa disputada em casa.

3. Roger Milla, a dança que entrou para a história
Quando Camarões chegou à Copa de 1990, poucos imaginavam que a seleção africana faria história. Muito menos que um atacante de 38 anos seria um dos grandes personagens do torneio.
Roger Milla marcou quatro gols, levou Camarões às quartas de final, feito inédito para uma seleção africana na época, e eternizou uma das comemorações mais famosas das Copas ao dançar na bandeirinha de escanteio.
Até hoje, basta lembrar daquela dança para muita gente voltar imediatamente ao Mundial da Itália.

4. James Rodríguez, seis gols e um prêmio inesquecível
A Copa de 2014 também foi a responsável por apresentar James Rodríguez ao mundo. O colombiano terminou como artilheiro da competição com seis gols e marcou contra o Uruguai um dos gols mais bonitos da história dos Mundiais, eleito posteriormente vencedor do Prêmio Puskás da FIFA.
Logo depois da Copa, também foi contratado pelo Real Madrid. O resto é história…

5. Tim Krul, entrou apenas para os pênaltis
Poucos jogadores entraram para a história jogando apenas alguns minutos. Foi exatamente isso que aconteceu com Tim Krul.
Nas quartas de final da Copa de 2014, o técnico Louis van Gaal colocou o goleiro holandês em campo exclusivamente para a disputa por pênaltis contra a Costa Rica.
A aposta deu certo. Krul defendeu duas cobranças, classificou a Holanda e protagonizou uma das substituições mais famosas da história dos Mundiais.

6. Asamoah Gyan, um pênalti que mudou uma Copa
Nem todo personagem fica marcado por um título. Em 2010, Gana esteve muito perto de se tornar a primeira seleção africana a disputar uma semifinal de Copa do Mundo.
Nos acréscimos da prorrogação contra o Uruguai, Asamoah Gyan teve nos pés um pênalti que poderia mudar a história do futebol africano.
A bola explodiu no travessão.
Depois, Gana acabou eliminada nos pênaltis.
Mesmo assim, Gyan segue como o maior artilheiro africano da história das Copas do Mundo.

Sempre existe um novo protagonista
Essa talvez seja uma das maiores tradições do Mundial.
A cada edição surge alguém que ninguém esperava ver roubando a cena. Foi assim com Schillaci. Com Roger Milla. Com James Rodríguez. Com Keylor Navas.
Alguns transformam aquele momento em uma carreira brilhante. Outros nunca mais viveram algo parecido. Mas todos tem algo em comum: bastaram alguns jogos para entrarem definitivamente na história das Copas do Mundo.

