Ela vem aí. E dessa vez não é rumor, não é teoria de fã-clube e nem tweet misterioso: Shakira foi mesmo confirmada como a grande atração do Todo Mundo No Rio 2026, em Copacabana.
Mas antes de falar da areia, do cooler e do coro de milhões cantando “Waka Waka” com as ondas batendo, a gente precisa lembrar uma coisa muito importante: Shakira não surgiu ontem. E definitivamente não é apenas “a cantora da Copa”.
De Barranquilla para o mundo
Nascida em 1977, na Colômbia, Shakira Isabel Mebarak Ripoll começou a compor ainda criança. Com 8 anos já escrevia poemas que viravam música. Foi expulsa do coral da escola porque diziam que sua voz era “forte demais”. O que era crítica virou marca registrada.
Aos 13 anos assinou contrato com a Sony Music Colômbia. Os dois primeiros álbuns não tiveram o desempenho esperado. Apesar de quase desistir, mas em 1995 veio a virada com Pies Descalzos, que a transformou em fenômeno latino.
No Brasil, o impacto foi imediato. Final dos anos 90 era impossível ligar o rádio sem ouvir Shakira. Foram cerca de 37 shows pelo país naquela fase inicial, incluindo cidades fora do eixo óbvio, com ingressos acessíveis e presença constante em programas de TV. Ela foi ao Faustão, participou de talk shows, deu entrevistas em português e construiu uma relação direta com o público brasileiro.
O salto global
Em 2001, Shakira fez um movimento estratégico: lançou Laundry Service, seu primeiro grande álbum em inglês. “Whenever, Wherever” dominou o mundo. Ela misturava pop, rock, ritmos latinos e influências do Oriente Médio, herança da família libanesa.
Depois veio “Hips Don’t Lie”, que se tornou um dos singles mais vendidos dos anos 2000 e levou a cantora ao topo da Billboard nos Estados Unidos. A parceria com Beyoncé em “Beautiful Liar” reforçou ainda mais sua presença no mercado norte-americano.
2010's
A FIFA precisava de uma música para a Copa do Mundo na África do Sul. Shakira entregou “Waka Waka”, inspirada em “Zangalewa”, do grupo camaronês Golden Sounds. O resultado? Um dos hinos esportivos mais reconhecidos da história.
Foi nesse período que começou o relacionamento com Gerard Piqué, unindo música e futebol em um dos casais mais midiáticos da década.
Reinvenção e narrativa
Após mais de dez anos juntos e dois filhos, a separação em 2022 virou assunto global. E Shakira transformou a vida pessoal em combustível artístico.
A sessão com um produtor argentino virou fenômeno de streaming, cheia de indiretas que viralizaram mundialmente. O álbum seguinte consolidou uma fase mais direta, mais afiada, mais consciente da própria história.
Enquanto o mercado latino vive expansão global com artistas como Bad Bunny, é importante lembrar: Shakira ajudou a pavimentar esse caminho décadas antes.
Ela soma Grammys, Grammys Latinos, bilhões de streams e uma discografia que atravessa gerações.
E Copacabana?
A escolha dela para o Todo Mundo No Rio carrega simbolismo. Diferente de nomes que passaram anos longe do Brasil, Shakira sempre manteve conexão com o país. Talvez por isso a reação inicial tenha sido menos “choque” e mais “reencontro”.
Mas subestimar o alcance dela é um erro. Estamos falando de uma artista que vendeu milhões no Brasil ainda nos anos 90, que fala nossa língua, que já rodou o país de norte a sul e que tem repertório suficiente para transformar a praia inteira num karaokê coletivo.
O show gratuito em Copacabana tem um elemento que nunca pode ser ignorado: experiência.
Se a pergunta é se ela consegue reunir multidões, a resposta parece óbvia. Shakira não depende apenas do hype momentâneo. Ela tem catálogo, tem história e tem identificação.
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