
A pergunta é quase inevitável para quem olha para uma franquia com tantos filmes: precisa assistir aos antigos antes de ver o novo Resident Evil?
O longa dirigido por Zach Cregger, de Noites Brutais (Barbarian) e A Hora do Mal (Weapons), foi concebido como uma nova história dentro do universo da franquia e não depende dos acontecimentos dos filmes anteriores.
Lançado nos cinemas brasileiros em 17 de setembro, o filme também chegou acompanhado de uma resposta bastante expressiva do público.
Nos Estados Unidos e Canadá, a produção arrecadou US$ 60,1 milhões no primeiro fim de semana, estabelecendo a maior abertura da história da franquia.
No mercado internacional, foram outros US$ 48,3 milhões, levando a estreia global a cerca de US$ 108,3 milhões.
No Brasil, Resident Evil também começou sua passagem pelos cinemas com força: o filme arrecadou cerca de US$ 2 milhões entre 17 e 20 de setembro, segundo os dados de bilheteria, ficando em primeiro lugar no fim de semana.
Precisa assistir aos filmes antigos de Resident Evil?
A resposta é não. O novo Resident Evil funciona como uma reinvenção da franquia, com personagens e uma história próprios. Não é uma continuação da saga protagonizada por Milla Jovovich, nem do reboot Resident Evil: Bem-Vindo a Raccoon City, lançado em 2021.
Quem nunca assistiu a nenhum dos filmes pode entrar na sala de cinema sem precisar fazer uma maratona antes.
O próprio diretor ajuda a reforçar essa ideia: em entrevista ao The Guardian, Cregger contou que nunca havia assistido aos filmes anteriores de Resident Evil antes de assumir o novo projeto. O cineasta, no entanto, era fã dos videogames da Capcom e buscou inspiração diretamente neles.
Para quem conhece a franquia, existem referências e elementos que tornam a experiência mais familiar. Mas elas funcionam como extras para os fãs, e não como um requisito para acompanhar a trama.
Sobre o que é o novo Resident Evil?
A história acompanha Bryan, personagem interpretado por Austin Abrams, um entregador de suprimentos médicos que acaba envolvido em uma noite de caos e sobrevivência depois de chegar a um local tomado por uma ameaça monstruosa.
A proposta é bem diferente da primeira leva de filmes, que acompanhava Alice, personagem de Milla Jovovich, em uma batalha cada vez maior contra a Umbrella Corporation e os efeitos do vírus.
No novo longa, a ideia é recuperar uma característica essencial dos games: a sensação de estar preso em um ambiente perigoso, com recursos limitados e sem saber exatamente o que está esperando na próxima porta. Cregger buscou transportar para o cinema essa experiência de vulnerabilidade típica do terror de sobrevivência.
O resultado também é mais enxuto. O filme tem cerca de 1h34 de duração, apostando em uma história de ritmo rápido em vez de construir uma nova saga cinematográfica a partir das seis produções anteriores.
E os filmes com Milla Jovovich?
Antes da nova versão, Resident Evil já teve duas grandes fases nos cinemas.
A primeira foi a saga de Milla Jovovich como Alice, iniciada em 2002 com Resident Evil: O Hóspede Maldito e encerrada em 2016 com Resident Evil 6: O Capítulo Final. Foram seis filmes acompanhando a personagem em uma história própria, inspirada nos elementos dos jogos, mas sem reproduzir diretamente a trama dos videogames.
Em 2021, a franquia ganhou um novo começo com Resident Evil: Bem-Vindo a Raccoon City. O filme deixou Alice de lado e apostou em personagens conhecidos dos games, como Claire Redfield e Leon S. Kennedy. Também não existe ligação entre essa produção e a saga de Jovovich.
Vale assistir aos filmes antigos antes?
Só é necessário caso você queira revisitar a saga de Alice, conhecer as diferentes versões cinematográficas da franquia ou matar a saudade dos filmes anteriores.
Para assistir ao novo Resident Evil, não há dever de casa.
A produção foi construída para funcionar sozinha e está atualmente em cartaz nos cinemas brasileiros.

