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Ocarina of Time Remake: 7 mudanças que podem transformar o clássico de Zelda

Novo visual, câmera livre, botão de pulo e uma ferramenta chamada “Linhas do Tempo” estão entre as novidades do jogo que chega ao Switch 2 em novembro.

16/09/2026 - 11h31min

Atualizada em: 16/09/2026 - 11h31min

Se você jogou The Legend of Zelda: Ocarina of Time no Nintendo 64, prepare-se: o remake para o Switch 2 pode ser bem mais diferente do que apenas uma versão bonita do clássico.

A Nintendo mostrou cerca de 20 minutos de gameplay durante a apresentação de 40 anos da franquia e revelou uma série de mudanças na aventura de Link. O projeto mantém a estrutura do jogo de 1998, mas ganhou controles modernos, novas interfaces, diálogos ampliados, cutscenes dubladas e até uma função para ajudar quem esquecer o que deveria fazer a seguir.

E tem outro detalhe deixando os fãs de Zelda de olho: elementos visuais do remake e uma atualização recente da linha do tempo oficial da franquia reacenderam discussões sobre como os diferentes jogos da série se conectam.

Divulgação/Nintendo

1. Link finalmente ganhou um botão de pulo

Uma das mudanças mais curiosas está em algo que parece básico para qualquer jogo atual: pular.

No Ocarina of Time original, Link não tinha um botão dedicado para saltar. O personagem pulava automaticamente em determinadas situações, como ao correr em direção a uma borda.

No remake, isso mudou. O pulo ganhou um botão próprio, seguindo um padrão mais próximo dos jogos recentes da franquia, como “Breath of the Wild” e “Tears of the Kingdom”.

Para quem conhece o clássico de cor, essa pequena mudança pode alterar bastante a movimentação pelas masmorras e áreas de plataforma.

2. A câmera agora é livre

Adeus, câmera presa.

O remake permite movimentar a câmera livremente ao redor de Link, algo que muda bastante a maneira de explorar Hyrule. No jogo original, muitos momentos eram construídos em torno de ângulos de câmera pré-definidos.

A mudança parece pequena para os padrões atuais, mas faz uma diferença enorme em um jogo lançado originalmente em 1998.

A própria Nintendo destaca a movimentação moderna da câmera entre as principais novidades do remake.

Divulgação/Nintendo

3. O jogo ficou muito mais bonito — mas não é só isso

É impossível falar do remake sem mencionar os gráficos.

A Floresta Kokiri, por exemplo, ganhou novos detalhes de cenário, iluminação e vegetação. Link também recebeu um novo design, com roupas mais detalhadas e uma aparência completamente refeita.

A Nintendo descreve o jogo como uma reconstrução completa do clássico, com visuais reformulados, cenas dubladas, diálogos ampliados e música orquestral.

A mudança visual também abriu espaço para comparações com outros capítulos da franquia — e algumas delas estão alimentando teorias entre os fãs.

4. As cidades agora podem ter passagem de tempo

Outra alteração interessante acontece longe das grandes batalhas.

Segundo a análise da gameplay exibida, o tempo passa continuamente nas cidades, algo diferente do funcionamento do jogo original.

Em áreas como Castle Town e Kokiri Forest, o cenário poderá mudar gradualmente entre dia e noite, com personagens alterando suas rotinas e lojas fechando conforme o tempo avança.

É uma daquelas mudanças pequenas que podem fazer Hyrule parecer muito mais viva.

5. “Linhas do Tempo” quer evitar aquele clássico “e agora?”

Quem já ficou perdido em um jogo de Zelda sabe que algumas missões não deixam exatamente um GPS apontando o próximo destino.

O remake apresenta uma nova ferramenta chamada “Linhas do Tempo” (Threads of Time), que funciona como uma espécie de registro visual do progresso da história. A ideia é ajudar o jogador a lembrar o que já aconteceu e descobrir qual é o próximo passo da aventura.

A ferramenta aparece como uma tapeçaria que vai sendo preenchida conforme a história avança.

E, aparentemente, será uma função opcional — ou seja, quem quiser sofrer sozinho tentando lembrar para onde ir ainda poderá fazê-lo.

6. O inventário e os atalhos também mudaram

A interface foi completamente redesenhada.

Durante a demonstração, foi possível perceber um novo sistema de atalhos para equipamentos, além de mudanças na organização dos itens. A ideia é facilitar a troca rápida entre ferramentas, algo especialmente útil para uma aventura que exige alternar constantemente entre equipamentos diferentes.

Até a Ocarina ganhou um novo esquema de comandos para os controles do Switch 2.

Outra possível mudança observada na demonstração é a capacidade da carteira de rúpias, que parece maior do que no Nintendo 64. Porém, essa informação ainda deve ser tratada como uma observação da gameplay, e não como confirmação definitiva de todos os sistemas do jogo.

7. O remake pode ter pistas sobre a cronologia de Zelda

Agora vem a parte que deixou os fãs de lore com a lupa na mão.

Depois da apresentação do remake, a Nintendo atualizou a cronologia oficial de The Legend of Zelda em seu site japonês. A principal mudança observada foi a inclusão de uma nova referência à fundação de Hyrule próxima aos acontecimentos antigos de “Tears of the Kingdom”, separada da fundação apresentada em outra parte da linha do tempo.

Isso reforça uma teoria que circula entre fãs há anos: a de que Hyrule teria sido fundada duas vezes — uma no início da cronologia e outra em um período posterior, ligado aos acontecimentos de “Tears of the Kingdom” e à era de “Breath of the Wild”.

A Nintendo, porém, não apresentou essa interpretação como uma explicação oficial detalhada. Portanto, por enquanto, trata-se de uma leitura feita a partir da nova organização da cronologia.

E o que Ocarina of Time tem a ver com isso?

O remake também apresenta alguns detalhes visuais que chamaram a atenção.

Entre eles estão padrões associados aos Sheikah que lembram elementos vistos em “Breath of the Wild”, além de tatuagens presentes em personagens Kokiri que foram comparadas por fãs às marcas usadas pela Rainha Sonia em “Tears of the Kingdom”.

Essas semelhanças podem ser propositalmente referências cruzadas — ou simplesmente uma escolha estética para aproximar o remake do visual mais moderno da franquia.

Por enquanto, a Nintendo não explicou oficialmente o significado dessas conexões.

Quando sai o remake de Ocarina of Time?

The Legend of Zelda: Ocarina of Time chega ao Nintendo Switch 2 em 5 de novembro de 2026.

O jogo será lançado exclusivamente para o novo console e terá áudio dublado, diálogos ampliados, trilha orquestral, câmera moderna e controles atualizados.

Ou seja: a Nintendo não está apenas colocando um filtro novo em um clássico de 1998.

Está reconstruindo uma das aventuras mais importantes da história dos videogames para uma nova geração — e, no processo, pode acabar dando aos fãs ainda mais motivos para discutir uma pergunta que nunca deixa Hyrule em paz:

Afinal, onde exatamente “Ocarina of Time” se encaixa nessa história toda?


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