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MUDANÇAS DEMOGRÁFICAS

O mundo está envelhecendo: como isso vai mudar nossas vidas

O aumento da expectativa de vida e a queda nas taxas de natalidade estão mudando a composição da população e devem transformar o mercado de trabalho, o consumo e o planejamento das cidades.

01/09/2026 - 17h25min

Reprodução
O envelhecimento da população deve transformar a organização das cidades e do mercado de trabalho.

O envelhecimento da população já é uma tendência global. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o número de pessoas com 65 anos ou mais deve passar de 761 milhões em 2021 para 1,6 bilhão em 2050. A mudança acontece principalmente porque as pessoas vivem mais e as famílias têm menos filhos.

O que muda no mercado de trabalho?

Com uma parcela maior da população em idade avançada e menos jovens entrando no mercado, alguns países terão de lidar com uma redução relativa da força de trabalho. Isso pode aumentar a importância da participação de trabalhadores mais velhos, da qualificação ao longo da vida e da tecnologia para elevar a produtividade.

A própria ONU aponta que o envelhecimento exige repensar políticas relacionadas ao trabalho, incluindo oportunidades de aprendizagem contínua e formas de aproveitar equipes formadas por diferentes gerações.

O consumo também vai mudar

Uma população mais velha tende a apresentar necessidades e padrões de consumo diferentes ao longo da vida. Saúde, cuidados de longa duração, acessibilidade, serviços financeiros e produtos adaptados para diferentes faixas etárias podem ganhar importância.

Isso não significa que o consumo será simplesmente "voltado para idosos". A mudança demográfica afeta toda a economia, já que a proporção de pessoas trabalhando, consumindo e dependendo de serviços públicos também se transforma. A ONU destaca impactos sobre gastos e receitas governamentais, além de saúde, emprego e proteção social.

E as cidades?

As cidades também precisarão acompanhar essa transformação. Transporte público acessível, calçadas adequadas, moradias adaptadas, serviços de saúde próximos e espaços públicos mais inclusivos tendem a ganhar importância em sociedades com maior presença de pessoas idosas.

O envelhecimento populacional, portanto, não é uma questão restrita à aposentadoria. Ele interfere na maneira como as sociedades organizam trabalho, consumo, serviços públicos e os próprios espaços urbanos. E como essa mudança acontece gradualmente, as decisões tomadas hoje ajudam a definir como será a vida em cidades cada vez mais longevas.


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