
A mídia física vem perdendo espaço há anos, enquanto downloads, lojas digitais e serviços de assinatura se tornaram formas cada vez mais comuns de acessar jogos. Em julho de 2026, os gastos com jogos físicos nos Estados Unidos chegaram ao menor nível registrado desde 1995, segundo dados da Circana.
O que muda para quem compra jogos?
A principal mudança é que comprar um jogo deixará de significar necessariamente receber um disco ou cartucho. No modelo digital, o acesso fica vinculado à conta do jogador e à plataforma utilizada.
A Sony anunciou que, a partir de janeiro de 2028, novos jogos lançados para PlayStation deixarão de ter produção em disco. Os títulos continuarão sendo vendidos por meio da PlayStation Store e de varejistas, mas apenas em formato digital. Jogos que já tiverem sido lançados ou que chegarem em mídia física antes dessa data não serão afetados pela decisão.
Por que a mudança gera discussão?
Para as empresas, o formato digital acompanha a preferência atual do mercado e reduz a dependência da fabricação e distribuição de discos. Para parte dos jogadores, porém, a questão vai além da nostalgia.
A mídia física permite emprestar, revender e guardar uma cópia do jogo, enquanto uma compra digital está normalmente vinculada a uma licença de uso. Isso também levanta preocupações sobre preservação: se uma loja digital for encerrada ou determinado jogo deixar de ser disponibilizado, o acesso pode se tornar mais complicado.
A discussão ganhou força em 2026 após o anúncio da Sony e a reação de grupos de jogadores preocupados com a preservação dos games e com a possibilidade de perder acesso a títulos comprados.
A tendência, portanto, não significa que todos os jogos físicos desaparecerão imediatamente. O que está acontecendo é uma mudança gradual para um mercado cada vez mais digital, com a Sony já tendo definido uma data concreta para abandonar os discos em seus novos lançamentos.

