Essa história parece não ter fim e renderia um bom podcast. Agora chegou a vez de Geraldo Alves, o morador de rua de 48 anos, dar a sua versão dos fatos. Como já havia falado em depoimento, Geral nega a acusação de estupro após a agressão que sofreu pelo marido da mulher em que estava dentro do carro.

Em entrevista ao Metrópoles, concedida nesta quarta-feira, Alves, que é natural da Bahia, contou que, num primeiro momento, achou que o espancamento era uma retaliação por ter sido testemunha de um episódio anterior, quando viu uma mulher sendo arrastada por um homem. Somente depois de dias, quando estava internado num hospital, entendeu o que realmente havia acontecido.

Ele contou que estava na Rodoviária de Planaltina quando foi chamado insistentemente pela mulher, que lhe deu uma Bíblia e teria dito: “Quero namorar você”. Ele respondeu que não tinha dinheiro para levá-la a um hotel e, então, ela teria sugerido que os dois fossem para seu carro.

Ao entrarem no veículo, disse o morador de rua, os dois conversaram e, depois, procuraram uma rua com pouco movimento, onde tiveram relações. Ele disse não ter noção de quanto tempo ficaram no carro.

“Do nada uma mão deu um murro na janela da porta do motorista. O vidro estilhaçou. (…) Abri a porta. Recebi uma sessão de socos tão violenta”.

Sobre a reação de Eduardo, ele disse achar que o personal “fez tudo errado”:

“Do jeito que o cara fez, ele expôs a vida dele e a vida dela. (…) Eu não fiz nenhum mal para ser agredido. (…) Eu acho que esse senhor deveria rezar para Deus e pedir sabedoria para agir num momento de desespero, porque o senhor pôs tudo a perder e se expõe usando mentiras”.

Confira o vídeo da entrevista em que narra com detalhes o momento do “rala e rola”.