Imagina você iniciar um relacionamento achando que o sentimento de amor é mútuo, e depois de cinco anos descobrir que tudo não passou de uma espionagem. Foi o que aconteceu com Kate Wilson, ativista ambiental britânica que foi enganada por um policial disfarçado.
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O relacionamento com o então policial disfarçado Mark Kennedy durou de novembro de 2003 a fevereiro de 2005, quando a ativista se mudou para a Espanha. O investigador tinha a missão de espioná-la e vigiar grupos que ela apoiava.

A real identidade do investigador, que era casado, porém, só teria sido descoberta por ela cinco anos após o término. Na sequência, a britânica iniciou uma campanha para saber como havia sido enganada e processou o Estado, alegando que sua intimidade havia sido violada.

Acredita-se que Kennedy tenha passado sete anos se infiltrando em grupos ambientalistas e, de acordo com a BBC, ele teve relações sexuais com até outras dez mulheres durante a missão. Ao todo, a operação policial secreta espionou mais de mil grupos políticos, predominantemente ligados à esquerda, entre os anos 1970 e 2010.

A Justiça britânica ordenou, nesta segunda-feira (24), que a polícia da Região Metropolitana de Londres pague 229 mil libras esterlinas (R$ 1,7 milhão) para a ativista. Os magistrados ainda elogiaram o que chamaram de “tenacidade e perseverança” da ativista na tramitação da denúncia. Em grande parte do caso, ainda segundo o periódico inglês, ela conduziu a ação sozinha, devido a problemas financeiros.

O que você faria se soubesse que seu ex-namorado é na verdade um infiltrado da polícia?