O fundamentalismo religioso extrapolou a esfera política e chegou aos campos de futebol. A controvérsia se deu na Escócia e fez com que as autoridades locais e a Igreja Católica entrassem em choque.


Conforme a agência EFE, o goleiro polonês do Celtic (clube de católicos), Artur Broruc, foi advertido pelas autoridades escocesas por “atentar contra a ordem pública” depois de fazer o sinal da cruz durante um jogo contra o Rangers (de protestantes) no estádio de Ibrox, em Glasgow, em fevereiro.


A censura foi criticada pela Igreja Católica, que considerou a punição “preocupante e alarmante”. A Promotoria da Coroa considerou o gesto do jogador “provocativo”, pois foi feito diante de uma multidão excitada pelo jogo clássico. Os promotores consideraram o gesto um atentado, mas decidiram apenas advertir o jogador, e não processá-lo.

O porta-voz da Igreja Católica, Peter Kearney, achou “lamentável” a advertência ao jogador, e disse que “o sinal-da-cruz é aceito globalmente como gesto de reverência religiosa”. Disse ainda que o gesto é “muito comum no futebol internacional, inclusive em jogos de Copa do Mundo”. Outros setores da sociedade também se posicionaram contra a Promotoria.

Em época de radicalismo religioso, melhor mesmo é viver o sincretismo brasileiro, pelo qual diversas religiões convivem sem maiores problemas. O que não pode mesmo é levantar a camiseta do time durante a comemoração do gol…

Postado por Danilo