Logo lançado o Stadia, streaming/videogame/console/plataforma do Google, muitas são as dúvidas a respeito de como funcionará o dispositivo.

 

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O novo serviço facilitará muito a jogabilidade para quem não possui um PC ou console poderoso, mas esses jogos precisam estar em algum lugar, e nesse caso, especificamente em um datacenter do Google. E o hardware em que eles rodam, será em grande parte alimentado por uma placa gráfica da AMD, que pelo menos na apresentação do Stadia, coloca o PS4 Pro e o Xbox One X bem abaixo em comparação ao processamento gráfico.

A parceria com a AMD, possibilitou a criação de processadores próprios, que por enquanto não receberam um nome específico. A integração das duas marcas, ainda conta com computadores baseados em Linux, os quais farão a transmissão dos players dos jogos do datacenter para a rede, e assim aos dispositivos.

 

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Entretanto, as especificações reais mostradas pelo CEO da Google, não significam muito para viciados em hardware que entendam do assunto – os teraflops são como os supercomputadores são classificados, e não as placas gráficas. Sendo assim, as placas possuem unidades personalizadas, um tanto quanto sofisticadas e caminhos para diferentes efeitos e cálculos. Deste modo, mesmo que a placa seja muito acima dos concorrentes, não pode-se ter certeza se em um celular com 4G o processamento será melhor do que em uma televisão conectada em um wi-fi de alta velocidade, ou vice-e-versa.

Contudo, certamente a Google está preparada para essas situações, e seus processadores de games em nuvem, devem ter qualidade acima hoje apresentadas pelo mercado. A companhia não lançaria um produto novo no mercado, para concorrer com Microsoft e Sony, buscando ser líder de segmento, sem estar pronta para já se lançar acima da concorrência. Mesmo que já  tenha feito isso antes, a nova política da empresa demonstra maior visão de futuro.

 

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Mas algumas informações da apresentação da Google são “suspeitas”. A exemplo disto, são os 16GB de RAM. A forma como é esse cálculo foi feito, sugere que ele inclui a RAM de vídeo, ou seja, da placa gráfica, o que faz com que a combinação mais provável do total sejam 4GB no cartão da AMD e 12GB no sistema. Mas isso ainda é só especulação.

Pouco depois de anunciar o sistema do GPU que o Stadia usará, foi mostrada a forma de GPU múltiplo, demonstrando a dinâmica e as possibilidades extras proporcionados pelo Stadia e pelas placas de vídeo. Não ficou muito claro como funciona a ideia, mas a empresa irá lucrar muito com pacotes de funções adicionais aos obcecados por desempenho e maiores jogabilidades. E faz muito sentido, já que os modelos mais novos de PS4 e Xbox também possuem tal função. O usuário paga um plano mensal ou anual para ter possibilidades a mais de jogabilidade online.

Poucas são as pessoas que jogam nesses aparelhos utilizando televisões e telas 4K, mas abrem mão de desempenhos mais altos de tela, cenas, e até mesmo velocidade de linha. Planos são vendidos separadamente, melhorando muito o fluxo de jogo, e o fluxo de caixa das empresas de games. A Google não explicou como funcionam tais upgrades, mas eles existirão certamente.

No papel, o Stadia está acima do Playstation 4 Pro e do Xbox One X, tanto em processador gráfico quanto velocidade e transferência de dados. Contudo, para o jogador realmente ter uma experiência melhor que os consoles da Microsoft e da Sony, será necessária conexão de rede em alta velocidade.