Já ouviu falar em The Handmaid’s Tale? Pois então, nessa quarta-feira a autora Margaret Atwood anunciou no seu twitter a continuação do livro O Conto da Aia previsto mais para o finalzinho de 2019. Já era tempo hein Margaret?

Confira:

A história irá se passar 15 anos depois do final do primeiro livro e finalmente descobriremos o que aconteceu após os acontecimentos em Gilead; o livro será narrado por 3 personagens femininas.

Para quem não conhece, ano passado teve muita gente em expectativa sobre a nova série que sairia no Hulu – streaming americano – no início de 2017 e que teve muito feedback positivo depois que foi lançado, ganhando diversos prêmios da TV americana.

The Handmaid's Tale

The Handmaid’s Tale é uma distopia (um mundo futurista ) onde a opressão às mulheres é um dos temas principais da série; depois de um ataque terrorista religioso, um novo país foi formado e com as bombas atômicas a maioria das mulheres começaram a ficar inférteis e tiveram que criar um sistema para que pudessem controlar as poucas que podiam procriar filhos.

Para que isso desse certo, eles resolveram tomar o controle de TODAS as mulheres. E, com muita lentidão, sem ninguém perceber como ocorreu, aconteceu.

Homens no poder, religião predominante em TUDO e mulheres sem autonomia e inferiorizadas pelo novo sistema totalitário. No final, não tinha como voltar atrás.

As mulheres foram divididas em classes basicamente, então tínhamos como divisão as esposas (mulheres de cada comandante, inférteis ), as Marthas (empregadas domésticas) e as Aias (mulheres férteis que eram basicamente um receptáculo, seu único dever era procriar e para que isso acontecesse, elas tinham que passar a noite com o comandante – resumindo, estupro – ).

Além disso elas eram classificadas também por cor; as esposas usavam azul ( que significava pureza ), as Marthas usavam verde e as Aias usavam vermelho.

O livro só ficou mais conhecido depois que a série The Handmaid’s Tale foi lançada e depois disso o pessoal simplesmente não sabia falar sobre outra coisa, era comentário pra todo lado. Foi uma história que tratou com brutalidade cada parte ocorrida; não é pra ser uma série levezinha pra você curtir no fim de semana. É uma série pra fazer você pensar, abrir os olhos, ficar assustado e agoniado, sentir todos os sentimentos ruins e ainda sim aprender junto com ele e se perguntar: O quão longe o machismo pode chegar? O quão manipulável a religião pode ser? E o quão fácil seria para que um sistema totalitário oprimisse e cegasse as pessoas a ponto de tirar total controle e autonomia sobre algum grupo específico?  – mulheres nesse caso -. Acho que isso poderia ser considerado o tema principal da autora – trazer a história pro mundo e fazer com que ele fosse falado e discutido por todos. Parece que ela conseguiu.

Depois de tudo isso – depois do final principalmente – mal podemos esperar pela continuação de The Handmaid’s Tale ( tanto do livro como da série).