Quando lançou no ano passado a minissérie “Big Little Lies baseada no livro homônimo de Liane Moriarty e com um time de estrelas composto por Nicole Kidman, Reese Witherspoon, Laura Dern e Shailene Woodley, a HBO fez o que é comum nos cinemas: a adaptação televisiva de obras literárias de sucesso. E a produção da HBO tenta obter o mesmo resultado que conquistou com Big Little Lies, que levou oito estatuetas do Emmy Awards e garantiu uma segunda temporada, e lançou no último domingo, às 22h, a minissérie Objetos cortantes (Sharp Objects, em seu título original).

Com oito episódios, o seriado é protagonizado e tem produção executiva da atriz Amy Adams, conhecida por sucessos nos cinemas como “A chegada”, “Batman vs. Superman: A origem da Justiça” e Animais noturnos”, todos de 2016. Além da estrela, a minissérie tem direção de Jean-Marc Valée, diretor canadense responsável por “Big Little Lies” e também pelo filme Clube de Compra Dallas” (2013).

Sharp Objects | Enredo:

A narrativa de Sharp Objects acompanha a história da repórter Camille Preaker, que mora em Chicago, mas volta à sua cidade natal, Wind Gap, no estado de Missouri (EUA), para fazer uma cobertura jornalística do assassinato de duas pré-adolescentes. Ao mesmo tempo em que apura o caso, ela acaba se identificando com as vítimas e percebendo detalhes que têm relação com o seu próprio passado, que envolve a internação em uma clínica psiquiátrica.

“Nós temos essa investigação, um mistério de assassinato, sobre quem está fazendo isso com essas jovens? E nós temos também esse outro mistério, que é essa mulher (Camille Preaker)”, adianta Valée.

Por ser uma obra de Gillian Flynn, que é conhecida no cenário literário pelo terror psicológico e reviravoltas, esses pretextos também são aguardados na minissérie Objetos cortantes, que conta com a presença da autora norte-americana.
Outra característica que deve ter destaque na minissérie, é a forte presença feminina, que tem no elenco ainda nomes como Patricia Clarkson e Elizabeth Perkins.
“O timing é louco, como aconteceu com Big Little Lies, que podemos explicar o sucesso exatamente por causa do momento. E esse é outro projeto com mulheres fortes  que não têm medo de assumir a diferença, embora elas estejam em uma história de abuso”, completa.