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Na última semana (28 de novembro a 02 de dezembro) aconteceu o primeiro (sim, esperamos que haja mais!) megacrossover entre as séries do UTDC (Universo Televisivo da DC Comics) exibidas no canal The CW. As quatro séries de super-heróis que partilham o mesmo multiverso e a mesma produção (Supergirl, Arrow, Flash e Legends) apresentaram a versão live action da saga Invasão. O canal da TV paga Warner Channel exibirá o megacrossover na próxima semana, iniciando no próximo dia 15 (quinta-feira) com Supergirl. Portanto, se você não assistiu ainda e está esperando para assistir a exibição no Brasil, cuidado! O texto a seguir contém… spoilers!!!

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Se você já assistiu ou não assistiu, mas curte saber o que rolou, confira o que achamos do megacrossover.

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O megacrossover (quase um filme de 3h dividido em quatro capítulos) se inicia com o episódio “Medusa” de Supergirl. O episódio mantém sua autonomia (aliás, como todos os episódios fazem, intercalando a narrativa comum, a saga Invasão, ao mesmo tempo que preserva as particularidades e arcos do universo próprio de cada seriado) com uma história sobre uma arma biológica kryptoniana capaz de exterminar todos os alienígenas. A arma foi roubada pelo Super-Homem Ciborgue da Fortaleza da Solidão usando o sangue da Kara como chave de acesso. Outras situações como a transformação gradativa de J’onn J’onzz em marciano branco são resolvidas. É um episódio muito bem construído, que mantém o ritmo e o tom empregados desde o início da segunda temporada. O clima romântico entre Mon-El e Kara Zor-El cresce. Durante o episódio, é possível perceber que Cisco/Vibro tenta abrir um portal interdimensional para a Terra 38 (Terra da Kara), algo que ele consegue nos minutos finais do episódio. Barry e Cisco aparecem e Barry pede a ajuda de Kara.

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O segundo capítulo do megacrossover acontece em The Flash, intitulado Invasion!, que é focado totalmente na saga Invasão (aliás, o único episódio que não é chamado de Invasão é mesmo o da Supergirl, visto que a trama não está ligada diretamente à saga), uma vez que a razão pela qual os aliens resolvem invadir a terra é o Flashpoint provocado por Barry Allen. Wally West faz seu primeiro movimento heroico no seriado e todos os personagens do seriado possuem uma participação equilibrada no todo do episódio. Barry reúne toda a trupe para falar sobre os Dominators e criar estratégias para o embate. No episódio, Barry acaba revelando que criou o Flashpoint e as mudanças que decorreram quando ele tentou corrigir a linha do tempo (claro, ao que parece, uma das coisas que nenhum dos heróis sacou até o momento é que um dos pontos divergentes entre a linha do tempo original e a nova linha do tempo é o fato de o Flash Reverso estar vivo nesta). Um dos vários pontos altos da trama são a apresentação da “sala da justiça” (um pavilhão da S.T.A.R), a batalha entre os heróis devido ao controle psíquico dos aliens e, ao final, o “pega a pega” entre Flash e Supergirl, uma das duplas mais interessantes do UTDC.

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O terceiro capítulo vem com Arrow, que (ao que parece) anda recuperando um pouco o ritmo e o tom perdidos há um tempo. O episódio está focado no Team Arrow lidando com os alienígenas, com participações especiais do Flash, do Cisco e da Supergirl. Como Diggle, Oliver, Sara e Thea foram abduzidos e colocados em um estado onírico de animação suspensa, a trama enfatiza o sonho e o exercício de despertar. Por se tratar do episódio n. 100, o enredo arrumou um argumento para trazer diversas participações especiais: o pai e a mãe de Oliver, Laurel e os principais vilões das últimas temporadas (Merlyn, Darhk e o Exterminador). É um episódio belo no bom tom do “o que teria acontecido se”, sem se perder melancolicamente na realidade hipotética criada pelo sonho.

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O quarto ato do megacrossover acontece em “DC’s Legends of Tomorrow”, envolvendo a conclusão da saga e a vitória sobre os Dominators. A batalha final, no alto de um edifício, e o desarmamento da bomba pelo Nuclear é um dos pontos altos do episódio. É uma das poucas circunstâncias (a última ocorreu no final da temporada de Legends) em que Prof. Stein e Jax, na forma de Nuclear, fazem uso do poder de transmutar substâncias, poder que poderia ser muito mais explorado na série.

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Após a vitória, os heróis comemoram e se despedem, com Oliver e Barry num bar, falando sobre como suas vidas imperfeitas não seriam completas se as coisas não tivessem acontecido como aconteceram (em outras palavras, o diálogo remete às características da “Jornada do Heroi”). Vale lembrar também que Cisco produziu um dispositivo que irá permitir a passagem e a comunicação entre as diferentes a Terra-1 e a Terra-38, possibilitando assim futuros crossovers entre os personagens das diferentes Terras (quem sabe, a turma Arrow/Flash não acaba se encontrando com o Super-Homem ou com J’onn J’onzz?!).

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De toda a forma, a superprodução de Berlanti e seus produtores associados consegue entregar uma saga interessante, bem elaborada, com doses de humor (os alívios cômicos do Diggle são um show à parte), bons efeitos e uma boa ação, envolvendo não apenas a luta contra os aliens como também o clássico “confronto entre heróis”, com um enredo extremamente amarrado não só entre os episódios, como também o próprio “conjunto da obra”, de modo que temas apresentados em um momento são sempre retomados e concluídos em outro, de forma orgânica (Imagina o diálogo entre direção, roteiristas e toda a equipe para alcançarem o resultado esperado). Foi, sem dúvida, um dos pontos altos do UTDC no final de ano.

Momento especulação: 

Considerando a quantidade de super-herois que já passou nos seriados, será que, num futuro não muito distante, teremos um “mega – mega – crossover” como Supergirl, Superman, J’onn J’onzz, Mon-El, Nuclear, Constantine, Caçadora, Alvo Humano, Flash, Jay Garrick, Wally West, Jesse Quick, Vibro, Dra. Luz, Canário Negro, Canário Branco, Eléktron, Gavião Negro, Mulher-Gavião, Vixen, Sociedade da Justiça… ufa… (Esqueci alguém? Escreve nos comentários). Enfim, não custa sonhar, certo?

Vida longa a esse universo expandido!

Por Iuri Andréas Reblin / Cult de Cultura
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