Quem foi criança nos anos 90 conhece muito bem um dos fenômenos mais arrebatadores da década: “Street Fighter II”. A febre que invadiu fliperamas em todos os bolichos e botecos saiu dos games e virou uma série animada, sucesso nas manhãs de domingo e agora está de volta no Netflix!!!

Street Fighter Victory Netflix

A série, conhecida como “Street Fighter II – Victory”, foi baseada nos personagens do game “Super Street Fighter II Turbo” e do “Street Fighter Alpha” e conta com o protagonismo do focado Ryu e do baderneiro Ken, que dão voltas pelo mundo “ao encontro do mais forte”!

Além da dupla, estão no desenho Chun-Li, Cammy, Guile, Vega, M. Bison, Sagat, entre outros (inclusive o Akuma), que compõem os 29 episódios, produzidos em 1995, e transmitidos já naquele ano pelo SBT no “Sábado Animado” e aos domingos, ambos na faixa da manhã.

O desenho japonês é derivado do filme lançado em 1994, que chegou aos cinemas brasileiros e virou jogo no Sega Saturn e PlayStation. Ambos são produzidos pelo estúdio TAC.

Todos os episódios estão disponíveis no serviço de streaming, mas com um porém… um triste porém: a incrível dublagem do estúdio Mastersound não está disponível. Não dá para não lamentar a ausência do elenco de peso da dublagem, formado por nomes como Orlando Viggianni (famoso como Marty McFly), Sérgio Moreno e Nelson Machado (o eterno Quico).

Aproveite para matar as saudades da abertura brasileira:

Silvio Santos não acreditava na série

Nos anos 90 o SBT comprou os direitos da Capcom para o filme “Street Fighter – A Batalha Final”, aquele horrivelmente divertido com Jean Claude Van-Damne e Raul Julia, e o desenho animado norte-americano baseado no filme, chamado “Street Fighter Game”, ambos com Guile como principal.

Diz a lenda que a produção do desenho atrasou e, como compensação, a empresa ofereceu ao canal de TV do Silvio Santos o anime, que chegou desacreditado, mas se tornou um enorme sucesso.

Com poucos episódios de menos de 30 minutos cada, o jeito foi esticar a série do jeito que deu: metade do horário reservado ao “Street” era ocupado por recapitulação dos últimos episódios, para só então entrar o capítulo da semana no ar.

O sucesso do desenho, junto a outros japoneses como “Cavaleiros do Zodíaco”, “Shurato e “Sailor Moon” resultou até num Globo Repórter sobre a produção de animes, entre 1995 e 1996.

Ih, oh o cara, aí?!